A vereadora Michelly Alencar anunciou que solicitará a abertura de uma Comissão Processante em desfavor do vereador Paulo Henrique (MDB) – alvo da Operação Ragnatela, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a uma facção criminosa. Segundo a parlamentar, a situação prejudica a imagem da Casa de Leis, podendo configurar quebra de decoro parlamentar.
Michelly declarou, em entrevista à imprensa que o presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), foi cobrado pelo Colégio de Líderes e se comprometeu a acionar a Procuradoria Geral do Legislativo para obter o teor completo da denúncia contra Paulo Henrique.
“Os documentos oficiais ainda não chegaram até nós, mas já fizemos essa cobrança ao presidente. Ele solicitou à Procuradoria o acesso oficial a toda a denúncia para que possamos ter elementos suficientes para um processo bem fundamentado e seguro de não reversão. O presidente já fez esse pedido e disse que representaria a todos nós. É de comum acordo que não vamos compactuar com isso”, frisou Michelly Alencar.
A vereadora reforçou que o plenário não permitirá a atuação de facções criminosas nos bastidores do Legislativo. “Não tenho compromisso com os erros dos outros e com o que mancha esta casa. Há um envolvimento notório de servidores e do próprio vereador. Assim que a Procuradoria fornecer uma resposta, o presidente se posicionará para garantir que o envolvimento do vereador não passe despercebido. Mesmo sem acesso oficial a toda denúncia, não vamos compactuar com isso”.
Paulo Henrique usou as redes sociais para negar envolvimento com o Comando Vermelho. O parlamentar afirmou que “jamais exerceu qualquer poder de influência na liberação de licenças”, já que tal competência não condiz com a função de um legislador.
Por sua vez, o presidente da Câmara, Chico 2000, disse que aguardará as informações oficiais sobre a investigação. “A Procuradoria vai conversar com a equipe que está fazendo o trabalho e o que eles tiverem condições de trazer de forma oficial para esta Casa, aí começamos a nos posicionar. Eu não posso pegar elemento da mídia e agir em cima dessas informações”.




























