As tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos já estão em vigor. A medida, assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump afeta 4% das exportações brasileiras. Para o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o Estado conseguirá se sobressair a esse impacto econômico, que tem gerado reocupações nos setores produtivos, especialmente o agropecuário.
“Tem um impacto pequeno. O Mato Grosso está quase livre dos Estados Unidos porque são concorrentes nossos, são os maiores que nós temos no mundo. Nós somos muito melhores do que eles na produção. Eles são altamente subsidiados. A nossa agricultura e pecuária são muito mais eficientes que a deles. Então, ele é um concorrente nosso”, frisou Pivetta.
Em razão do tarifaço, Mato Grosso tem mirado em novos mercados para enfrentar as novas condições impostas pelos Estados Unidos. “Nós estávamos aumentando as importações de carne de gado para os Estados Unidos, agora começam a vender para o México, que está vendendo para os Estados Unidos. De toda forma, nós, Mato Grosso, a gente resolve o problema”, defendeu.
“Incertezas”
Em outro tom, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Max Russi (PSB), acredita que o tarifaço amplia as incertezas econômicas em um cenário já instável. “É muito ruim num momento de tanta dúvida. Isso só aumenta a angústia do empresariado e da população em geral”.
O aumento expressivo de tarifas aplicado ao Brasil integra a estratégia adotada pelos Estados Unidos desde a gestão de Donald Trump, marcada por uma mudança na política comercial do país. Essa abordagem consiste em elevar barreiras tarifárias contra nações parceiras com o objetivo de conter a perda de competitividade da economia norte-americana em relação à China, observada nas últimas décadas.
Leia também: “Vamos buscar meios de ajudar os setores prejudicados”, diz Max Russi sobre tarifaço dos EUA




























