O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) voltou a criticar duramente a gestão da saúde em Cuiabá. Ele afirmou que problemas como a falta de medicamentos, farmácias fechadas e ausência de servidores comprometem o atendimento à população e cobrou providências imediatas da Secretaria Municipal de Saúde.
Monteiro relatou a situação da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Terra Nova, cuja farmácia encontra-se fechada por falta de pessoal. “A UBS ali da região de Terra Nova está com a sua farmácia fechada. Pedi para que um assessor do gabinete fosse até a unidade ontem para entender quais eram as justificativas. E eles disseram que estavam com falta de servidores para fazer o gerenciamento da farmácia”, disse.
Segundo ele, o problema vai além da estrutura física e revela falhas graves de gestão. “De um lado, o Ministério Público falando que faltam medicamentos como dipirona e outros remédios triviais. De outro, falta gente para entregar os medicamentos que já são escassos”, afirmou o parlamentar.
Monteiro defendeu que a secretária de Saúde, caso não consiga garantir um atendimento digno, deve deixar o cargo. “Se ela está sendo um obstáculo entre o munícipe e uma saúde de Cuiabá decente, ela tem que pedir para sair, porque ela não tá fazendo o trabalho digno do povo cuiabano.”
Questionado sobre a denúncia de medicamentos vencidos, o vereador foi enfático ao destacar que a Câmara tem feito sua parte e que a responsabilidade não pode ser jogada apenas no Legislativo. “A Câmara se tornou o epicentro de todos os problemas e está esvaziada das soluções. Aqui a gente está exaustivamente explanando esses pontos.”
Novos medicamentos
Sobre a chegada de novos medicamentos, Monteiro afirmou que ainda é cedo para confirmar se as entregas vão suprir a demanda. “Agora, é com o decorrer do tempo que teremos conhecimento se esses medicamentos chegaram na sua totalidade. Porque é impossível para um vereador, sem ser o fiscal do contrato, saber exatamente o que chegou ou não.”
Por fim, ele reforçou que o sistema de compras consorciadas seria uma alternativa mais eficaz para garantir economia e regularidade no fornecimento de remédios. “Se Cuiabá compra através de um consórcio, com certeza o custo dos medicamentos cai. Eu sou defensor dos consórcios. Se eu fosse prefeito, estaria no máximo de consórcios possível.”




























