O deputado estadual Elizeu Nascimento falou pela primeira vez sobre a Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), e negou qualquer participação em suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.
Durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (6), o parlamentar afirmou que os R$ 150 mil em dinheiro apreendidos na casa dele possuem origem legal e estão declarados no Imposto de Renda.
Segundo Elizeu, os valores seriam provenientes do salário como deputado estadual, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar.
“Esse valor que foi recolhido está declarado no meu imposto de renda. Também foram apresentados extratos e comprovantes de saque da minha própria conta”, afirmou.
O deputado ainda declarou que costuma guardar dinheiro em espécie em casa e disse que já havia informado patrimônio semelhante em campanhas eleitorais anteriores.
A operação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas a institutos ligados a projetos esportivos e culturais em Mato Grosso.
Conforme as investigações, agentes políticos teriam direcionado verbas para entidades como o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE). Depois, parte dos recursos passaria por empresas contratadas e retornaria aos envolvidos.
Entre os alvos da operação estão Elizeu e o irmão dele, Cezinha Nascimento.
O parlamentar também defendeu a destinação de R$ 7,7 milhões em emendas nos últimos anos, afirmando que os recursos foram utilizados na compra de kits esportivos para escolas militares em diversas cidades do estado.
“São entregas que impactam diretamente as famílias e estudantes das escolas militares”, declarou.
Sobre a posição do Partido Novo, que afirmou poder adotar medidas caso as irregularidades sejam confirmadas, Elizeu disse estar tranquilo e aguardando acesso completo ao processo para apresentar defesa.
A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, investigação que apura suposto esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em recursos públicos ligados à Câmara de Cuiabá e à Secretaria Municipal de Esportes.






























