A Universidade Federal de Mato Grosso determinou o afastamento preventivo de um estudante do curso de Direito, em Cuiabá, após a divulgação de mensagens consideradas misóginas e violentas contra alunas da instituição.
O caso veio à tona depois do vazamento de conversas entre estudantes, que incluíam uma espécie de “ranking” classificando colegas como “mais estupráveis”. Segundo a universidade, também foram identificadas ameaças e conteúdos com apologia à violência sexual.
A decisão de afastar o aluno foi tomada pela direção da Faculdade de Direito nesta quarta-feira (6). A UFMT informou que instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos. O processo pode resultar na expulsão do estudante e também deve investigar possíveis outros envolvidos.
Em nota oficial, a universidade afirmou repudiar “veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”.
A denúncia inicial foi feita pelo Centro Acadêmico VIII de Abril, entidade que representa os estudantes de Direito. Em publicação nas redes sociais, os alunos classificaram o conteúdo das mensagens como “extremamente grave” e incompatível com qualquer princípio ético e humano.
A instituição também informou que adotou medidas de acolhimento e proteção às alunas potencialmente afetadas pelo caso.
O episódio gerou forte repercussão dentro da comunidade acadêmica e reacendeu debates sobre segurança e violência contra mulheres no ambiente universitário.




























