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OBRAS SIMULTÂNEAS

MP cobra medidas para reduzir transtornos das obras em Cuiabá: “queremos atuação incisiva”

Audiência pública debateu congestionamentos e pediu transparência sobre cronogramas e planos de contingência
SBT Cuiabá/Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso cobrou uma posição oficial dos órgãos públicos sobre o que está sendo feito para reduzir os impactos das obras simultâneas nas principais vias de Cuiabá. A solicitação foi feita durante audiência pública realizada pela 29ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, que discutiu os efeitos das intervenções em andamento, como o BRT (Bus Rapid Transit), a reforma do Viaduto do CPA e a construção da Trincheira do Jardim Leblon.

“A gente quer posição, nós queremos cronogramas, nós queremos a atuação incisiva na fiscalização do trânsito. É o que a gente precisa nessa contingência. Mas, quando se traz a simultaneidade de obras em vias estruturais da cidade, isso se potencializa”, destacou o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva em entrevista ao repórter Cláudio Santos, do programa SBT Comunidade, exibido pelo SBT Cuiabá.

Conforme o promotor, a prioridade é obter cronogramas claros, fiscalização efetiva do trânsito e planos de contingência que possam aliviar os problemas enfrentados diariamente pela população.

“O Ministério Público está sendo demandado pela sociedade para poder, de certa forma, intervir nessa situação. E como que nós podemos intervir? Conhecendo, sabendo que quais são as programações de todos os órgãos envolvidos, e trazendo transparência para que a sociedade saiba o que realmente se programa, se projeta, e como lidar com esses impactos transitórios que são causados pelas obras”.

A audiência também reforçou a necessidade de sincronizar as ações entre Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semoob), batalhão de trânsito e outros órgãos de administração.

“A ideia é articular, trazer os órgãos para sincronizar uma atuação, ter um plano de contingência porque a programação para as obras é para o próximo ano, num cenário otimista. É importante que a comunidade saiba qual a programação, o que será feito nesse período para que se tenha uma cidade um pouco melhor, com menos estresse, que a cidade flua nesse período de obras”, frisou.  

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