O vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), se posicionou a favor da anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram invasões e depredações em prédios dos Três Poderes, em Brasília.
Em entrevista a imprensa nessa quinta-feira (25), Pivetta afirmou que os participantes “já foram castigados durante quase quatro anos” e que considera suficiente o tempo em que enfrentaram processos e prisões.
“Eu concordo com a anistia. Acho que as pessoas que cometeram aquele delito naquele momento já foram castigadas durante esses quase quatro anos. Houve no Brasil movimentos de terrorismo muito maiores do que esses e que ninguém foi preso. Então, eu concordo com a anistia. Esse pessoal já sofreu um castigo grande, já está de bom tamanho”, disse.
O posicionamento ocorre em meio às discussões no Congresso Nacional sobre o projeto de lei que prevê anistia parcial aos envolvidos nos atos. O texto tem avançado com o apoio de partidos do Centrão e deve ganhar uma nova configuração baseada na dosimetria das penas.
A fala de Pivetta coloca o vice-governador alinhado a setores que defendem uma saída política para o episódio, argumentando que a punição já teria cumprido seu papel.
A fala de Pivetta segue a mesma linha do governador Mauro Mendes (UB), que já vinha defendendo a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A estratégia é interpretada como um gesto ao eleitorado bolsonarista de Mato Grosso, de olho no cenário eleitoral de 2026.
Tanto Mendes quanto Pivetta têm adotado discursos que buscam amenizar as punições aplicadas a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), muitos deles com penas que ultrapassam 15 anos de prisão.
Atualmente, o projeto de lei da anistia avança na Câmara dos Deputados em meio a articulações políticas para garantir apoio de diferentes legendas. O texto ganhou nova roupagem e passou a ser chamado de PL da Dosimetria, justamente por prever a revisão e a redução das penas.
O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), intensificou as conversas com bancadas do PL, Republicanos e MDB, na tentativa de consolidar um acordo que permita a votação. Ao mesmo tempo, busca alinhar a tramitação entre a Câmara e o Senado, para evitar que o projeto sofra o mesmo destino da chamada PEC da Blindagem, arquivada recentemente no Congresso.
Segundo Paulinho, a expectativa é de que a matéria possa ser votada já na próxima semana, mas o avanço dependerá diretamente do entendimento com os senadores.





























