A permanência do ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos) nos quadros da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) chegou ao fim após meses de questionamentos sobre a atuação dele no cargo de superintendente de controle interno de fiscalização, finanças e contratos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo presidente da Casa, Max Russi (Podemos), que afirmou que o próprio Ulysses solicitou a exoneração.
De acordo com Russi, a decisão partiu de Ulysses, que deve se afastar definitivamente da estrutura da Assembleia para seguir atividades pessoais e políticas. O presidente afirmou que o desligamento ocorreu sem impasses.
A situação envolvendo o ex-deputado ganhou repercussão nos últimos meses após registros mostrarem Ulysses em viagens e produções de conteúdo para redes sociais fora das dependências da Assembleia. A presença frequente dele em gravações publicadas na internet passou a levantar questionamentos sobre a rotina exercida no cargo comissionado.
Conforme informações do Portal Transparência, Ulysses foi nomeado para a função em março de 2023. Durante o período em que permaneceu vinculado à Assembleia, recebeu salário bruto mensal de R$ 18.389,65. Os valores acumulados ao longo da permanência no cargo chegaram a R$ 785.496,25 em rendimentos brutos e R$ 594.136,87 líquidos.
Em manifestações anteriores, a Assembleia Legislativa sustentou que ocupantes de cargos de liderança são dispensados do registro de ponto, conforme prevê resolução administrativa interna em vigor desde 2012. A Casa também informou que o cargo permitia atuação remota, sem necessidade de prestação de contas sobre deslocamentos para outros estados.
Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Ulysses Moraes concentra atualmente a atuação política nas redes sociais, onde reúne mais de 800 mil seguidores. Nas eleições deste ano, ele disputa vaga para retornar ao Legislativo estadual pelo Podemos.



























