O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), denunciou possíveis irregularidades na própria gestão envolvendo compras realizadas pela Secretaria Municipal de Educação que, segundo ele, podem ultrapassar R$ 80 milhões. De acordo com o chefe do Executivo, os indícios foram identificados durante análise de aquisições feitas entre 2025 e 2026, período em que a pasta era comandada pelo ex-secretário Amauri Monge, que deixou o cargo em março (veja vídeo no final da matéria).
Segundo Abilio, a Prefeitura já suspendeu pagamentos relacionados aos contratos investigados e abriu procedimento interno para apurar a situação. O prefeito afirmou ainda que documentos do caso serão encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público.
À imprensa, Abilio relatou que as primeiras análises apontaram inconsistências entre as justificativas técnicas apresentadas e os materiais efetivamente entregues. Ele também afirmou que foram identificados valores considerados incompatíveis nas aquisições, incluindo livros que poderiam custar até R$ 800 por unidade.
O prefeito declarou que ainda não é possível apontar responsáveis, já que a investigação segue em andamento. Apesar disso, ressaltou que os fatos analisados não ocorreram durante a atual gestão de Reginaldo dos Santos, que atualmente acumula as secretarias de Educação e Infraestrutura.
Conforme Abilio, as suspeitas recaem sobre compras classificadas pela administração como excessivas e desnecessárias, em um volume que comprometeu parte significativa do orçamento da pasta.
A Prefeitura informou que os pagamentos restantes permanecerão bloqueados até a conclusão da apuração. Segundo o prefeito, aproximadamente R$ 20 milhões já haviam sido pagos antes da suspensão dos repasses.




























