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OPERAÇÃO TU QUOQUE

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de roubo e tráfico de drogas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Tu Quoque, com o objetivo de desarticular um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas envolvendo integrantes de duas facções criminosas atuantes no Estado. Entre os alvos da operação está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.

Ao todo, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda.

Além das ordens judiciais, também foram determinadas medidas de restrição de veículos e bloqueio de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

De acordo com as investigações, o grupo atuava em dois núcleos distintos. O primeiro era responsável por identificar e monitorar depósitos de drogas pertencentes a uma facção criminosa na região de fronteira.

Já o segundo núcleo se deslocava da Capital até Pontes e Lacerda para executar os roubos dos entorpecentes. Após a subtração da droga, o material era transportado para a região metropolitana, onde ocorria a redistribuição e comercialização.

Segundo a Polícia Civil, o policial militar investigado era responsável por liderar as ações de roubo dos entorpecentes. Ele saía de Cuiabá até Pontes e Lacerda para participar diretamente das ações criminosas e ainda realizava a separação da droga para os demais integrantes do grupo encarregados da distribuição.

As investigações também apontaram o envolvimento da organização criminosa em um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Conforme apurado, os investigados utilizavam familiares, empresas de fachada e até casas de apostas para movimentar e pulverizar os valores obtidos ilegalmente.

A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. A partir disso, a Polícia Civil conseguiu identificar outros integrantes da organização e aprofundar as investigações sobre os roubos ligados às facções criminosas.

O nome “Tu Quoque” vem de uma expressão em latim que significa “tu também” ou “até tu”. Segundo a Polícia Civil, a escolha faz referência ao envolvimento de um agente das forças de segurança pública no esquema criminoso, representando quebra da confiança depositada nos servidores públicos.

A Operação Tu Quoque integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao Programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas no Estado.

A ação também faz parte da sexta fase da Operação Narke, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI).

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