A vereadora Michelly Alencar (UB) afirmou que, embora veja vantagens em transferir algumas vagas da rede municipal para a iniciativa privada, é contra a ideia de privatizar toda a educação de Cuiabá. Segundo ela, é preciso cuidado para não gerar dúvidas ou interpretações equivocadas sobre as intenções do Executivo.
“Não sou contra a privatização de algumas vagas, porque se estamos precisando ampliar o atendimento, isso pode ser positivo. Mas sou contra dizer que vamos privatizar toda a educação municipal, como se a prefeitura não tivesse capacidade administrativa. A gestão pode e deve ser feita bem feita”, declarou.
Michelly destacou que qualquer projeto nesse sentido precisa passar por ampla discussão, estudo de impacto, levantamento de números de vagas e definição de valores. “Não é um projeto que chegue pronto à Câmara. Antes, é preciso audiência pública e estudos detalhados para garantir segurança de que essa é a melhor medida”, explicou.
Proposta de privatização
A fala veio após o prefeito Abilio Brunini (PL) confirmar que pretende implementar a privatização da gestão das escolas municipais. A proposta prevê terceirizar a administração das unidades, enquanto os professores que atualmente ocupam cargos de direção retornariam às salas de aula. Segundo Abílio, a terceirização será restrita à parte administrativa, e não pedagógica.
“A coordenadoria vai continuar voltada à parte pedagógica. A ideia é que diretores, secretários e questões como merenda escolar sejam geridas de forma terceirizada”, disse o prefeito.
Brunini também mencionou a possibilidade de implantar escolas cívico-militares na Capital, caso sejam encontradas parcerias viáveis. Ele destacou que a medida surgiu no contexto de um embate com servidores da Educação e que pretende melhorar os resultados da rede municipal.
A vereadora também se manifestou sobre a sugestão do vereador Fellipe Correa (PL) de exigir que o governo do Estado arque com o transporte escolar gratuito dos alunos da rede estadual, que representam mais de 50% dos estudantes da capital.
Ela afirmou apoiar a proposta. “Cuiabá precisa de investimentos do Estado. Estamos com cofres no vermelho e dívidas de R$ 2 bilhões. Qualquer ajuda, mesmo pequena, é bem-vinda”, disse.






























