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CASO OI

“É a velha política da sujeira”, diz Mauro Mendes ao criticar Operação Heritage

Crédito - Mayke Toscano/Secom-MT

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O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) classificou como uma “armação eleitoreira” a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), e acusou adversários políticos de articularem a investigação às vésperas das eleições.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador negou qualquer irregularidade no acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), e a empresa Oi, que resultou na devolução de R$ 308 milhões aos cofres públicos.

“É a velha política da sujeira, da mentira, da sacanagem política, que atacam famílias e fazem tudo pelo poder”, afirmou Mendes.

Segundo o ex-governador, o acordo foi analisado por diferentes órgãos de controle e homologado pela Justiça. Ele também negou ter qualquer relação com os fundos que receberam os valores envolvidos na operação.

“Os fundos que receberam esse recurso não têm nenhuma relação comigo ou com qualquer membro da minha família”, declarou.

A Operação Heritage investiga suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada. A Polícia Federal apura a possível utilização de uma estrutura financeira para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões.

Durante a operação, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A Justiça também determinou outras medidas cautelares contra os investigados.

Um dos alvos foi a residência da família de Mauro Mendes. Também foram atingidos pelas medidas a ex-primeira-dama Virginia Mendes e os filhos do casal, Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure.

Acusações contra adversários

Mauro Mendes afirmou ainda que adversários políticos teriam antecipado informações sobre a operação antes da deflagração. Entre os nomes citados por ele estão Janaina Riva (MDB), Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e o senador Jayme Campos (União).

“Esse povo da velha política tinha acesso e, muito antes de acontecer, eles já falavam sobre isso nos quatro cantos de Mato Grosso”, afirmou.

Mendes relacionou as declarações às recentes disputas políticas envolvendo o União Brasil e a composição das chapas para as eleições deste ano. Ele citou a decisão do partido de não lançar Jayme Campos ao Governo do Estado e a retirada do nome de Janaina Riva das articulações para ocupar a vice-governadoria na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos).

O ex-governador afirmou que a operação foi deflagrada a cerca de 60 dias das eleições e que não pretende abandonar seu projeto político.

“Temos uma operação como essa faltando exatamente 60 dias para as eleições. Isso é brincar com a nossa inteligência, com a inteligência do povo mato-grossense. Tudo será esclarecido e a verdade será restabelecida. Não vai ser uma armação eleitoreira que vai parar o nosso projeto de trabalhar pelos mato-grossenses”, declarou.

A Operação Heritage segue sob investigação da Polícia Federal. As suspeitas ainda serão apuradas no decorrer do inquérito.

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