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COMBATE A VIOLÊNCIA

Agressores de mulheres podem usar tornozeleira rosa em proposta de deputada de MT

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A deputada federal Coronel Fernanda (PL) apresentou, nesta terça-feira (14), um projeto de lei que propõe a adoção de identificação visual — incluindo a cor rosa — padronizada em tornozeleiras eletrônicas utilizadas por agressores de violência doméstica, incluindo a possibilidade de coloração rosa em casos determinados pela Justiça.

A proposta tem como objetivo fortalecer o monitoramento eletrônico e ampliar a proteção às vítimas, permitindo que, em situações de maior risco, o dispositivo utilizado pelo agressor possa ter identificação visível facilitada.

Segundo a parlamentar, a ausência de um padrão visual dificulta a atuação das forças de segurança e reduz o efeito preventivo da medida.

“Não podemos permitir que medidas de proteção sejam apenas simbólicas. A tornozeleira com identificação visível fortalece a fiscalização, inibe o agressor e, principalmente, dá mais segurança para a vítima seguir em frente”, afirmou.

O projeto estabelece que a identificação diferenciada teria três funções principais: facilitar o reconhecimento imediato por autoridades, reforçar a segurança das vítimas e contribuir para a redução da reincidência de agressões.

Apesar do caráter mais rigoroso, a proposta prevê salvaguardas para evitar exposição vexatória do monitorado. O texto deixa claro que a medida não tem caráter punitivo adicional, mas preventivo, devendo respeitar critérios de proporcionalidade.

A regulamentação técnica ficará sob responsabilidade do Poder Executivo, que deverá definir detalhes como o nível de visibilidade dos dispositivos e eventuais exceções, sempre com justificativas específicas.

A iniciativa, segundo a deputada, busca corrigir lacunas na legislação atual e aumentar a efetividade do monitoramento eletrônico, com expectativa de contribuir para a redução de casos de violência doméstica e ampliar a sensação de segurança das vítimas.

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