Mesmo de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), Tiago Telles coordenou a execução de Billy Mateus Carvalho de Faria, morto a tiros em maio de 2022. Nesta semana, o réu foi condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri da comarca de Tapurah (389 km de Cuiabá) por homicídio qualificado.
As investigações apontaram que Telles planejou toda a ação por mensagens de celular, em parceria com Robson Júnior Jardim dos Santos, considerado líder de uma facção na região. A vítima foi atraída para as margens da Rodovia MT-338 sob o pretexto de receber drogas para revenda e executada com quatro disparos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teve como motivação o envolvimento de Billy Mateus com a ex-companheira de um integrante da facção, além da prática de “cabritagem”, termo usado para a venda de drogas sem autorização do grupo.
Robson Júnior já havia sido julgado e condenado pelo mesmo crime, em agosto de 2024, a 32 anos, um mês e 25 dias de prisão.
A apuração contou com provas colhidas na “Operação Dissidência”, deflagrada na comarca de Sorriso. Durante o julgamento, o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues ressaltou que a condenação foi possível graças ao trabalho integrado da Polícia Civil e do Ministério Público.
A sessão teve apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), unidade criada pelo MPMT para auxiliar em julgamentos complexos ou de grande repercussão, especialmente quando há concentração de processos ou mutirões de júri popular em curto prazo.



























