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MEDIDAS RIGOROSAS

Após sessão de espancamento, alunas são internadas e escola será transformada em cívico-militar

Secretaria de Educação afirma que caso configurou tortura e anuncia mudanças na gestão disciplinar da unidade de Alto Araguaia

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O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, classificou como “tortura” o caso de agressão cometido por adolescentes contra uma colega dentro da Escola Estadual Carlos Oguiné, em Alto Araguaia. Segundo ele, a Secretaria e o Governo do Estado agiram com rapidez para punir as responsáveis e prestar apoio à vítima.

“Em menos de 24 horas, foi registrado boletim de ocorrência, as adolescentes foram identificadas, ouvidas, e o inquérito foi fechado, encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça, que determinou a internação das envolvidas”, explicou Porto, reforçando que o caso revelou uma estrutura de organização hierárquica entre as adolescentes, com ordens e punições. “Ali estava se formando uma organização. Isso é inadmissível dentro de uma escola.”

Além das medidas legais, o secretário afirmou que equipes psicossociais com psicólogos e assistentes sociais foram enviadas à unidade para acolher a vítima, os estudantes, os profissionais da educação e as famílias.

A escola, que é de tempo integral e possui cerca de 92 alunos, será transformada em uma unidade cívico-militar. “Já tomamos a decisão. Estamos recrutando policiais militares, bombeiros e membros da reserva para dar suporte à diretora da escola e reforçar o trabalho disciplinar e pedagógico.”

Questionado sobre a possibilidade de envolvimento de facções criminosas nos episódios, o secretário disse que não há indícios até o momento. “A denúncia foi objetiva, com base nos vídeos. Não há confirmação de envolvimento com facções, mas as investigações continuam. Os próprios pais das envolvidas foram surpreendidos com a situação.”

Segundo ele, mais de 20 adolescentes foram mencionadas nos depoimentos e seguem sendo investigadas.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, incluindo o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Segurança. A expectativa é de que as investigações esclareçam todas as circunstâncias e identifiquem outros possíveis envolvidos.

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