Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Déjà Vu, com o cumprimento de 43 ordens judiciais para apurar indícios de inserção de dados falsos em sistema informatizado e crimes correlatos, como corrupção e associação criminosa, praticados contra a Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Cuiabá.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e teve início em abril de 2025, a partir de uma notícia de fato encaminhada pela própria PGM no final do primeiro trimestre do ano.
Durante a operação, são cumpridas três prisões cautelares, 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, três afastamentos do serviço público, além de quatro medidas de sequestro de bens e 12 bloqueios de valores, que totalizam R$ 491.450,45. As ordens foram deferidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
A Polícia Civil também representou por medidas destinadas a evitar a destruição de provas, resguardar a instrução processual e garantir constrições patrimoniais para assegurar eventual ressarcimento ao erário.
Esquema investigado
As investigações apontam suspeitas de uso indevido de credenciais (logins e senhas) e de rotinas internas do sistema para a realização de lançamentos e cancelamentos irregulares, com potencial impacto direto na arrecadação municipal e na regularidade de registros administrativos.
Também são apurados indícios de vantagens indevidas, possivelmente relacionadas a supostas “intermediações” e “serviços” voltados à alteração de registros no sistema da Procuradoria.
As ordens judiciais têm como objetivo a coleta, preservação e análise de elementos informativos, com foco em dispositivos eletrônicos e registros digitais, considerados fundamentais para o esclarecimento dos fatos.
Nome da operação
O nome Déjà Vu faz referência à repetição de padrões identificados ao longo da apuração, especialmente em lançamentos e cancelamentos que, em tese, apresentam recorrência e similaridade operacional, exigindo aprofundamento técnico e rastreabilidade digital.
As investigações seguem em andamento.
A equipe do SBT Cuiabá solicitou uma nota, mas, até a publicação desta matéria, nenhuma resposta foi recebida.






























