Sete anos e meio após o atropelamento que matou dois jovens e deixou uma terceira vítima ferida, a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, de 41 anos, foi condenada a 6 anos de prisão em regime semiaberto por homicídio culposo e lesão corporal culposa.
A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (23), em Cuiabá. O acidente ocorreu na madrugada de 23 de dezembro de 2018, na avenida Isaac Póvoas, em frente a uma casa noturna, quando três jovens foram atingidos pelo veículo conduzido pela ré.
Mylena Lacerda Inocêncio morreu ainda no local. Ramon Alcides chegou a ser socorrido, mas morreu cinco dias depois. A terceira vítima, Hya Girotto, sobreviveu após ficar internada em UTI.
Durante o julgamento, a defesa e a acusação apresentaram versões diferentes sobre o caso. O Ministério Público apontou que a motorista teria ingerido bebida alcoólica antes de dirigir e agido com imprudência, enquanto a defesa negou embriaguez e sustentou que houve contribuição das vítimas no acidente.
Em depoimento no júri, a ré afirmou que sua vida mudou completamente após o episódio e disse viver com as consequências do caso desde então.
“Que vida eu tenho desde então? Eu sou tida como um monstro nesta cidade”, disse.
A pena também inclui a proibição de dirigir pelo mesmo período. Como não há unidade prisional de semiaberto em Mato Grosso, a condenada não deve ficar presa em regime fechado.
O caso ganhou grande repercussão na época e envolveu longos debates judiciais até a decisão desta terça-feira.





























