Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso resultou na prisão de um jovem, de 26 anos, suspeito de armazenar 7.500 vídeos de abuso sexual infantojuvenil. Entre o material encontrado, havia conteúdos que indicam vítimas com idade extremamente precoce, possivelmente bebês, o que aumentou a gravidade do caso.
A apuração foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e teve início em meados de 2025, após indícios de que o investigado mantinha arquivos ilegais em dispositivos eletrônicos.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, realizado em setembro do ano passado, foram recolhidos celulares, notebooks, HDs e outras mídias. Todo o material foi encaminhado para perícia técnica.
Com a análise dos dispositivos, os investigadores identificaram uma quantidade muito maior de arquivos do que o inicialmente previsto.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Guilherme da Rocha, o volume e o teor do material chamaram a atenção.
“Foi verificada uma quantidade imensa de arquivos, aproximadamente 7.500 imagens e vídeos, com claro teor de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. Algumas imagens indicavam vítimas com idade bastante recente, o que causa ainda mais perplexidade”, afirmou.
De acordo com o delegado, a gravidade não está apenas no conteúdo, mas também no comportamento do investigado.
“Ele não apenas armazenava. Ele buscava esse material em diversas plataformas, redes sociais e aplicativos. Havia uma demanda ativa por esse tipo de conteúdo”, destacou.
As investigações apontam que o suspeito não comercializava os arquivos, mas fazia o download para consumo próprio, utilizando diferentes dispositivos eletrônicos, o que reforça a prática reiterada do crime.
A polícia também descartou a versão inicial apresentada pelo investigado.
“A alegação de que o material teria sido armazenado de forma automática não se sustenta. O que verificamos foi o contrário: ele ia atrás dessas imagens, demonstrava interesse e armazenava em vários aparelhos”, explicou o delegado.
Diante da quantidade de arquivos e da gravidade do conteúdo, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi cumprida.
O delegado ainda destacou que o armazenamento desse tipo de material já configura crime e alimenta uma cadeia criminosa global.
“Para que essas imagens existam, há toda uma rede de produção por trás. Quem consome esse material também fomenta esse tipo de crime”, concluiu.
O caso segue em investigação.






























