A vereadora e pré-candidata a deputada estadual, Michelly Alencar utilizou a tribuna da Câmara de Cuiabá, nesta quinta-feira (9), para fazer um alerta aos pais sobre o avanço dos crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes no ambiente virtual e defender o endurecimento da legislação para punir criminosos que utilizam a internet e a inteligência artificial para aliciar menores.
Em pronunciamento, a parlamentar relembrou a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei 3066/2025, que amplia os mecanismos de combate à violência sexual digital contra crianças e adolescentes, aumenta penas, prevê agravantes para crimes cometidos com uso de inteligência artificial e reforça instrumentos de investigação no ambiente virtual. O texto segue para sanção presidencial.
Segundo Michelly, o debate precisa sair do campo político e chegar às famílias, que convivem diariamente com uma realidade muitas vezes invisível.
“Enquanto nós estamos trabalhando, jantando ou conversando, nossos filhos estão no celular, nos jogos online, nas redes sociais. O ambiente virtual se tornou uma nova esfera de convivência das crianças e dos adolescentes, e infelizmente também passou a ser um espaço de atuação de criminosos”, afirmou.
A vereadora chamou atenção para dados que apontam o crescimento desse tipo de violência. De acordo com ela, levantamento do Unicef indica que cerca de 19% dos adolescentes já foram vítimas de exploração ou abuso sexual facilitado pela internet, enquanto informações da Polícia Federal apontam aumento de 330% nos crimes sexuais praticados no ambiente digital em Mato Grosso entre 2023 e 2025.
Como mãe, Michelly fez um apelo para que os pais acompanhem mais de perto a rotina digital dos filhos.
“Muitas vezes ensinamos nossos filhos a não falar com estranhos na rua, mas esquecemos que esse estranho pode estar dentro de um jogo, de uma rede social ou de uma plataforma aparentemente inofensiva. Precisamos saber com quem eles conversam e o que acontece nesse ambiente virtual”, alertou.
A parlamentar também defendeu que o fortalecimento da legislação seja acompanhado por ações permanentes de fiscalização e inteligência para identificar criminosos que utilizam a internet para cometer esse tipo de violência.
“Estamos falando da proteção das nossas crianças. São crimes que deixam marcas para toda a vida e que exigem resposta firme do Estado. Precisamos garantir que esses criminosos sejam identificados, responsabilizados e retirados do convívio social”.



























