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EFEITOS DOS ATRASOS

CDL cobra cronograma de obras em Cuiabá e alerta sobre impactos no comércio

Presidente da entidade aponta queda de vendas e demissões e propõe grupo de acompanhamento

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O presidente do CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, reforçou hoje, em entrevista ao SBT Comunidade, a necessidade de maior transparência sobre o cronograma das obras em vias estruturais da capital. Segundo ele, a falta de informação sobre os prazos prejudica o planejamento de comerciantes e empresários, afetando vendas, logística e a organização de equipes.

“A gente sempre é a favor da evolução e achamos a melhoria do transporte público extremamente necessária. O que mais nos incomoda é a falta do cronograma de obra. Porque a gente sabe que com o cronograma de obra eu vou conseguir me organizar, eu vou dar férias para colaboradores no momento em que passar na minha na minha porta, eu vou conseguir comprar menos para minha loja. Eu me organizo, faço mais vendas online, foco no online, foco em motoboy para fazer entrega”, destacou em entrevista ao repórter Cláudio Santos.

Júnior Macagnam foi um dos que marcou presença na audiência pública realizada pela 29ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, que discutiu os efeitos das intervenções em andamento, como o BRT (Bus Rapid Transit), a reforma do Viaduto do CPA e a construção da Trincheira do Jardim Leblon.

Ao SBT Cuiabá, o presidente da CLD Cuiabá destacou os impactos econômicos das intervenções: uma sondagem feita pelo núcleo de inteligência da entidade indicou uma queda de 36% nas vendas, com demissões de 20% dos colaboradores. Ele alertou ainda que mudanças nos hábitos de consumo podem dificultar a recuperação do comércio após a conclusão das obras.

“Além da queda nas vendas, quando tudo se normalizar, o comércio terá que reconquistar clientes que migraram para outros locais. O setor de serviços também vem sendo afetado, e é importante que governo do Estado, Prefeitura e entidades atuem juntos para minimizar esses impactos”, frisou.

Para acompanhar de perto o andamento das obras e reduzir prejuízos, Macagnam propôs a criação de um núcleo de trabalho envolvendo o Tribunal de Contas, governo estadual, prefeitura, Ministério Público e CDL Cuiabá.

“O que a gente traz como proposição é a criação de um núcleo de trabalho para que a gente possa fazer um acompanhamento mais próximo dessas obras para que a gente siga esse cronograma que vai ser dado pela Secretaria de Obras”, frisou.

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