Mesmo com uma campanha sólida na Série B, ingressos acessíveis e um dos melhores desempenhos como mandante, o Cuiabá enfrentou um desafio fora das quatro linhas o distanciamento de sua torcida. O cenário acende um sinal de alerta no clube e levanta uma pergunta importante, como reaproximar o Dourado de seu povo?
Apesar dos resultados positivos dentro de campo, o apoio nas arquibancadas não acompanha o desempenho da equipe. Com uma média de apenas 2.235 torcedores por jogo na Arena Pantanal, que tem capacidade para quase 43 mil pessoas, o estádio segue vazio, mesmo com ações de marketing e ingressos com preços acessíveis.
O clube também viu o número de sócios-torcedores. No início de 2024, eram cerca de 3 mil associados. Atualmente, restam apenas 148 sócios ativos, uma queda de mais de 95%. O número coloca o Cuiabá entre os últimos colocados no ranking de sócios das Séries A e B.
Esses números contrastam com momentos de grande apoio no passado. O recorde de público da Arena Pantanal ainda pertence ao Cuiabá mais de 41 mil torcedores estiveram presentes na final contra o Operário-PR, prova de que a força da torcida mato-grossense pode, sim, ser decisiva.
Uma nova fase: dentro e fora de campo
Nesta semana, o Cuiabá anunciou Eduardo Barros como novo treinador para a sequência da Série B. Aos 40 anos, o técnico chega com experiência acumulada em grandes clubes do futebol brasileiro e passagem pela Seleção Brasileira como auxiliar de Fernando Diniz.
Mais do que uma mudança no comando técnico, é o momento de pensar também em uma transformação fora de campo. O clube entende que a presença da torcida é essencial.
Mais do que vencer partidas, o Cuiabá quer vencer o desafio de se voltar o tempo do coração de todo mato-grossense. E para isso, precisa da sua força. O amor pode ter esfriado mas nunca desaparecido. É hora de reaender essa paixão.






























