Moradores do Residencial Chapada dos Buritis, no bairro Alameda, em Várzea Grande, denunciam a falta de água potável há mais de 40 dias.
Segundo a comunidade, mais de 600 famílias estariam sendo afetadas pela situação.
De acordo com relatos, mesmo sem o fornecimento regular, as contas continuam sendo cobradas normalmente. Diante do problema, os moradores afirmam que precisaram recorrer a caminhões-pipa para garantir atividades básicas do dia a dia.
O síndico do condomínio relatou que a situação é recorrente e criticou a cobrança pelo serviço.
“O morador não tem o mínimo, para tomar banho, fazer comida e realizar seus afazeres”, afirmou.
Ainda segundo ele, a dívida com empresas de caminhão-pipa já chega a cerca de R$ 33 mil, com vencimento previsto para o mês de abril, além das faturas do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE).
O professor Mário, que também mora no residencial, reforçou as dificuldades enfrentadas pelas famílias e criticou a falta de solução.
“Além de pagar uma conta alta para o DAE, ainda temos que arcar com o caminhão-pipa. Está complicado”, disse.
O que diz o DAE
Em nota, o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE) negou que haja desabastecimento prolongado na região.
Segundo a autarquia, “não procede a informação de desabastecimento há 40 dias na região do Alameda, especialmente no condomínio Chapada dos Buritis”.
O órgão informou ainda que, no dia 12 de março, foi realizada uma intervenção na adutora que atende a localidade, com a implantação de uma aduela e o desvio de um córrego, garantindo a continuidade do sistema.
De acordo com o DAE, o abastecimento foi normalizado já no dia seguinte à obra e, desde então, segue regular.
A autarquia afirmou que permanece à disposição da população para esclarecimentos.




























