O presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo, descreveu o vereador Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB) como alguém desrespeitoso, que não raciocina, mas desafiou o político a fazer o mesmo tipo de ataque realizado a uma médica de Várzea Grande, com um profissional do sexo masculino.
“Eu duvido que ele tenha coragem de fazer isso quando encontrar um médico homem. Ele fez isso porque encontrou uma mulher trabalhando na sua labuta. Nós, trabalhadores da saúde, temos o direito, sim, de fazer o nosso descanso e nos alimentarmos, eu lamento esse episódio, que a Câmara dos Vereadores deveria apurar, sim, mas se não apurar, nós não iremos dar trégua a este vereador”, garantiu Gallo.
José Hiran afirmou ainda que vai processar o representante político e saiu em defesa da profissional de saúde. “Nós iremos processá-lo criminalmente. E, com isto, terá todo o apoio esta médica, que foi agredida e está com seu abalo psicológico provocado por um imbecil desses. A única palavra que eu tenho que dizer é que esse vereador não passa de um imbecil, quando atacou essa colega no seu mister de trabalho”, disparou.
O presidente do CFM disse ainda que está ligando para todos os médicos que têm sido atacados por lideranças políticas e prestando apoio individual, tanto psicológico, quanto jurídico.
O caso que motivou a fala de José Hiran
No dia 6 de março, o vereador Feitoza (PSB) foi até uma unidade de saúde de Várzea Grande e encontrou a sala de atendimento médico vazia e começou a gravar um vídeo, em que expõe o nome da médica e afirma que ela sumiu do plantão. O vídeo foi publicado no perfil do instagram do vereador, veja abaixo:
Vereador investigado por compra de votos
Feitoza é um dos dois políticos que foram alvos de uma operação da Polícia Federal, realizada no dia 11 deste mês, em Várzea Grande, como forma de combate à prática do crime de compra de votos, tecnicamente chamado de captação ilícita de sufrágio. Feitoza chegou a ir até a sede da PF no dia e deu declarações sobre a ação que o colocou na posição de investigado, o político afirmou que a pessoa que teria cometido o crime apontado nunca trabalhou para ele. As investigações ainda estão em andamento.



























