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"APITO FINAL"

Bando alvo de operação da GCCO distribuía cestas básicas e pretendia candidatura política

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao  Crime Organizado (GCCO), deflagrou na manhã desta terça-feira (02) a Operação Apito Final para desarticular um esquema de lavagem de capitais criado por integrantes de uma organização criminosa, em Cuiabá.

O delegado Rafael Scatalon explicou ao SBT Comunidade que para lavar o dinheiro do tráfico de drogas, o grupo investigado distribuía cestas básicas e até estava construindo um centro de treinamentos.

O grupo também usava advogados para a prática ilegal. Dois profissionais também foram presos.

“Uma das atuações é o assistencialismo do crime organizado com a distribuição de cestas básicas . ovos de páscoa e também essa construção de um centro de treinamento para receber pessoas carentes, deixando a sociedade de bem refém da criminalidade”, disse.

Dos 25 investigados, a polícia conseguiu colocar na cadeia 20 pessoas, que fazem parte do grupo criminoso. Os suspeitos também se utilizavam de times de futebol para a lavagem de dinheiro. O bando também pretendia construir uma candidatura à uma cadeira na Câmara de Cuiabá.

“Eles tinham um time A que é mais elitizado e um time B que disputa a várzea na cidade de Cuiabá e Várzea Grande. Há também fortes indícios na utilização de dois investigados como possíveis pré-candidatos a vereador nesse pleito de 2024”, explicou.

O líder da quadrilha era monitorado por tornozeleira eletrônica e foi preso novamente na cidade de Maceió, na última sexta-feira, 29 de março.

“Quando ele foi preso em Maceió, a sua tornozeleira estava na cidade de Cuiabá”, disse.

A Polícia conseguiu apreender cerca de 40 veículos de luxo que eram usados pelo suspeitos. Com foco em uma investigação qualificada, que reuniu centenas de elementos informativos, relatórios e imagens, a GCCO revelou um grande esquema de lavagem de dinheiro que chegou a movimentar R$ 65.933.338,00 milhões no período apurado.

A investigação teve início após a unidade especializada apurar que o principal alvo da operação e responsável pelo tráfico de drogas na região do Jardim Florianópolis, depois que deixou a prisão na capital, se tornou tesoureiro da facção criminosa. Liderando o grupo, ele adquiriu inúmeros bens imóveis e veículos com valores adquiridos com as práticas criminosas. O dinheiro era movimentado em contas bancárias e, posteriormente, convertido em ativos lícitos para dissimular e ocultar a origem ilícita dos valores.

Além da vultosa movimentação bancária, a investigação da Polícia Civil identificou a aquisição de inúmeros terrenos, casas e apartamentos, muitos em condomínios de classe média na capital, todos adquiridos em nome de “testas de ferro”, mas diretamente vinculados com o alvo principal da investigação. Também foram descobertas as aquisições de veículos com a utilização de garagens na compra e venda, como forma de dissimular a posse e propriedade dos automóveis.

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