Testemunhas que dividiram a cela com a vítima relataram comportamentos compatíveis com vítimas de violência sexual, reforçando a denúncia de que uma mulher teria sido estuprada repetidas vezes dentro de uma delegacia da Polícia Civil em Sorriso (420 km ) de Cuiabá.
Segundo uma das testemunhas, a vítima retornava das saídas da cela visivelmente abalada, chorando e emocionalmente fragilizada. Em um dos episódios, após voltar para a cela, a mulher teria se “lavado” de forma improvisada no interior do espaço, demonstrando repulsa e nojo, comportamento frequentemente observado em vítimas de crimes sexuais.
Ainda de acordo com esse relato, durante o deslocamento para o presídio, a vítima teria afirmado de forma direta: “fui abusada”, referindo-se ao que teria ocorrido dentro da delegacia.
Outra testemunha, que também dividia cela com a mulher, confirmou que a vítima saía da cela chorando e permanecia em estado de tristeza após os retornos, embora não informasse o motivo. Essa testemunha afirmou ainda que, em determinado momento, a vítima ficou fora da cela por aproximadamente 30 minutos, ocasião em que teria informado que havia saído para tomar banho.
Denúncia aponta estupros cometidos por policial civil
A defesa da vítima sustenta que a mulher foi presa injustamente e que teria sido estuprada quatro vezes pelo policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, entre a noite do dia 8 de dezembro e a manhã seguinte.
Conforme a alegação, a vítima era retirada da cela em todas as ocasiões pelo próprio acusado, que também teria sido o responsável por conduzi-la para a realização do exame de corpo de delito.
A mulher foi presa temporariamente no dia 8 de dezembro e chegou a ser encaminhada para uma unidade prisional feminina da região. No entanto, no dia 11 de dezembro, a Justiça revogou a prisão e concedeu liberdade à vítima.
No dia seguinte à soltura, a mulher procurou a sede do Ministério Público no município, onde formalizou a denúncia contra o policial civil. O depoimento foi registrado e gravado em vídeo, dando início à apuração dos fatos.
O caso segue sob investigação e provoca forte repercussão, levantando questionamentos graves sobre abuso de autoridade, violência sexual institucional e a proteção de mulheres sob custódia do Estado.



























