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27 VÍTIMAS IDENTIFICADAS

'Golpistas ofereciam investimentos na Bolsa de Valores por canal no YouTube', diz delegado sobre esquema de pirâmide

Suspeitos prometiam altas rentabilidades e enganaram dezenas de investidores; operação da Polícia Civil resultou em prisões e bloqueio de bens de R$ 1,3 milhão
Rogério Ferreira

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O delegado Rogério Ferreira, da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor de Cuiabá (Decon), comentou sobre a Operação Rede de Mentiras, e disse que a investigação começou após denúncias da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público de Mato Grosso.

“Esse esquema de pirâmide financeira é antigo. Os suspeitos montam uma pirâmide, ela desmorona, e eles criam outro esquema. Isso vem se repetindo ao longo dos anos, e não é só uma pirâmide: pelo menos três ou quatro pirâmides financeiras foram montadas, e inclusive uma nova estava começando”, explicou Ferreira.

As fraudes consistiam na oferta de investimentos com promessa de rentabilidade de 5% a 7% ao mês, divulgados principalmente por meio de vídeos no YouTube. As vítimas eram de perfis variados, incluindo servidores públicos, profissionais autônomos e familiares, algumas delas chegando a investir até R$ 200 mil, que acabaram perdendo.

Até o momento, 27 vítimas foram identificadas no Estado de Mato Grosso, mas o alcance dos criminosos pode atingir pessoas em todo o Brasil e até no exterior.

“Conseguimos apreender documentos, planilhas, computadores e celulares que comprovam as transações financeiras irregulares. O dinheiro era lavado e pulverizado em diversas contas, algumas até fora do país. Agora vamos trabalhar para localizar e recuperar esses valores”, afirmou o delegado.

Entre os suspeitos, um dos líderes possuía registro de arma de fogo, que foi suspenso pela polícia, após relatos de que ele a utilizava para intimidar vítimas. Ferreira destacou que a prisão preventiva visa impedir que os investigados continuem praticando crimes e que eles podem responder por até 28 anos de prisão, além de multas e outras sanções.

A operação incluiu a suspensão de atividades de empresas e contas em redes sociais utilizadas para divulgar os investimentos fraudulentos. Esta ação é mais um capítulo no combate da Polícia Civil a esquemas financeiros irregulares, seguindo casos anteriores como a Operação Cleópatra. A investigação continua, e novas prisões e bloqueios de bens não estão descartados.

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