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QUER ROMPER CONTRATO

“O município vai pagar R$ 850 milhões, não faz sentido” diz Abilio sobre CS Mobi

Prefeito diz que município paga R$ 2,5 milhões por mês em contrato que considera prejudicial a Cuiabá
Abilio Brunini / Foto: SBT

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que irá participar da CPI da CS Mobi, instaurada na Câmara Municipal, para expor os problemas enfrentados pela prefeitura com a empresa e defender a revisão ou até a rescisão do contrato. A oitiva está prevista para quarta-feira (24).

“Não desacredito na CPI. Acredito que posso colaborar com a CPI, é diferente. Eu mesmo me coloquei à disposição, conversei com o relator, vereador Dilemar, e com o presidente, vereador Ranalli, para poder explicar os problemas que a prefeitura tem enfrentado com essa empresa”, disse Brunini.

Segundo o prefeito, o contrato atual não traz benefícios ao município e gera altos custos. Ele criticou o modelo em que a prefeitura paga R$ 2,5 milhões por mês para a empresa.

“Durante 30 anos a empresa está construindo uma coisa para ela, em terreno público, e só depois esse patrimônio será do município. Mas essa construção é feita com o nosso dinheiro também. Para mim, não faz sentido”, destacou.

Brunini também questionou o estacionamento rotativo, afirmando que a prefeitura paga mesmo pelas vagas não utilizadas, além da baixa qualidade das calçadas entregues. Ele detalhou ainda os valores do contrato:

“A empresa terá um investimento de R$ 130 a 150 milhões, mas o município vai pagar R$ 850 milhões. Se tivéssemos pego o dinheiro emprestado, seria muito melhor para Cuiabá.”

Apesar das críticas, o prefeito ressaltou que não tem poder para romper o contrato por conta própria. “Eu preciso da legalidade para fazer isso. Cabe ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público me darem esse respaldo. A CPI pode contribuir encaminhando relatório a esses órgãos, mostrando que o parlamento também está descontente”, afirmou.

A expectativa é que o prefeito apresente documentos na sessão para embasar suas críticas e reforçar a posição da prefeitura contra o modelo atual do contrato.

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