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CRIME ORGANIZADO

Mendes cobra leis mais rígidas e diz que MT combate facções “no limite do que a justiça permite”

Governador afirma que, apesar dos investimentos estaduais, legislação branda dificulta enfrentamento às facções criminosas
SBT Cuiabá

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O governador Mauro Mendes (UB) afirmou que Mato Grosso tem investido de forma contínua na ampliação das estruturas de segurança pública, mas destacou que o enfrentamento ao crime depende também de mudanças na legislação penal brasileira. A declaração foi dada durante entrevista a imprensa nessa quinta-feira (27) em que o chefe do Executivo reforçou a necessidade de endurecimento das penas e maior eficácia no sistema de justiça.

Segundo Mendes, o Estado tem ampliado unidades operacionais, viaturas e toda a infraestrutura destinada às forças de segurança. “Tenho absoluta convicção de que o papel que cabe ao nosso Estado fazer, nós estamos fazendo ao longo desses anos”, afirmou.

Ele citou como exemplo positivo a lei aprovada recentemente pela senadora Margarete Bueno, que aumentou para 40 anos a pena máxima para feminicídio, com 55% de cumprimento em regime fechado. Para o governador, esse é um passo importante para reverter a sensação de impunidade no país.
“É um exemplo de que há que se endurecer para mudar essa perspectiva da impunidade, da sensação que se criou nesse país de que a lei não vale, de que a justiça é lenta e de que os resultados demoram muito”, disse.

“Atividades cinzas”

Mendes também criticou o que chamou de dificuldade em combater o crime organizado devido às brechas legais. Segundo ele, muitas vezes criminosos presos por extorsão ou outros delitos retornam às ruas rapidamente.
“Eles vão para audiência de custódia e sabem que a lei assim o permite. O cara volta no dia seguinte e continua praticando os crimes”, afirmou.

O governador explicou que, embora Mato Grosso não tenha bairros dominados por facções criminosas como ocorre em outros estados, essas organizações atuam de maneira velada por meio de “atividades cinzas” — práticas que não são ilegais, mas servem para financiar o crime, como venda de gás e de internet em comunidades.

Legislação limita ação policial

Apesar das limitações legais, Mendes garante que o Estado tem atuado de forma sistemática no combate ao crime organizado. Ele destacou o trabalho do Núcleo de Operações, responsável por descapitalizar organizações criminosas e realizar apreensões.
“Estamos fazendo a nossa parte. Dentro do que a legislação permite, Mato Grosso combate sistematicamente todos os dias”, afirmou.

Para o governador, somente a combinação entre investimentos estaduais e mudanças na legislação federal poderá fortalecer o enfrentamento ao crime no país.

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