Em coletiva a imprensa na manhã desta segunda-feira (29), Mauro Mendes (UB), disse que foi recomendado que Luiz Artur de Oliveira Ribeiro, conhecido como Luluca Ribeiro, na época secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), pedisse exoneração, como não foi aceito, foi demitido do cargo.
“Eu posso afirmar categoricamente, que não foi nenhuma retaliação política. Esse governo nunca tomou decisões por questões políticas. Nós estamos já com cinco anos e meio da administração, e nunca houve nenhum movimento, nem de pressão que eu aceitasse e muito menos pressão pra exonerar ou pra alguma questão política”, contou Mauro Mendes.
Antes da demissão, se comentava sobre uma rachadura entre o governador e a deputada Janaina Riva (MDB), por causa da fala do ex-presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), José Riva, pai da legisladora, afirmando que Mendes poderia sofrer oposição caso não seja escolhida como primeira-secretária da Mesa Diretora para o próximo biênio.
Na época, o chefe do executivo rebateu as falas do ex-presidente de AL, dizendo que “Riva acha que ainda manda em Mato Grosso, assim como mandou durante 20 anos. Foi o tempo das trevas, foi o tempo do atraso, dos escândalos que todo mundo conhece. Eu espero que esse tempo não voltem mais a Mato Grosso”.
Questionado sobre investigação no Seaf, o chefe do executivo estadual comentou que não é realizado pelo governador, mas sim pelos órgãos competentes caso se tenha alguma.
“A CGE (Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso) ela conduz lá no dia a dia, algumas dezenas de analises, digamos assim. Ela não faz investigação, ela faz um processo de controladoria. Controladoria não é investigação! Ela verifica a aderência, aos processos do governo, em todas as secretarias da área de gestão, aos princípios da administração pública”, ressaltou o governador.
Ainda acrescentou que não está sendo realizada uma investigação e sim um processo de auditória, o que destacou como normal da Controladoria, e ainda pontuou que “temos dezenas sendo conduzidas, e eu não tomo ciência de nenhuma delas, porque esse é um trabalho rotineiro da secretaria”.
A exoneração de Luluca foi publicada em edição extra do Diário Oficial da última terça-feira (23). Por meio de nota, Mendes argumenta que a medida tem como objetivo fazer uma correção de gestão.
No mesmo dia a pasta começou a ser comandada por Andreia Carolina Domingues Fujioka. Ela é advogada e servidora efetiva do Estado, como gestora governamental desde 2015.



























