O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), se posicionou de forma contrária ao aumento do fundo eleitoral aprovado pelo Congresso Nacional, que derrubou nesta semana o veto do presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, à proposta de aumento.
“É um absurdo. Não concordo. É desproporcional isso”, afirmou Russi, destacando que a medida preocupa diante do cenário de endividamento do país. Para ele, o Congresso precisa demonstrar mais responsabilidade com o uso dos recursos públicos.
O parlamentar também criticou a postura de diferentes setores que, segundo ele, defendem apenas seus próprios interesses. “Todos os setores estão falando com seu umbigo, com seu mercado. Ninguém quer perder nada. Isso é muito ruim”, disse.
Max Russi concluiu reforçando que o aumento do chamado “fundão” não deveria ter sido aprovado e cobrou responsabilidade dos congressistas no debate sobre os gastos públicos.
O aumento
O Congresso Nacional derrubou o veto de Lula e aprovou o aumento do Fundo Partidário em R$ 164,8 milhões. Como se não bastasse o aumento, o reajuste passa a valer com efeito retroativo, a última alteração do fundo havia sido feita em 2016.
Dos senadores por Mato Grosso, apenas Jayme Campos (UB) votou em branco. Wellington Fagundes (PL) e Margareth Buzetti (PSD) votaram pelo aumento. Já na Câmara dos Deputados, todos os parlamentares por Mato Grosso votaram a favor da derrubada do veto do presidente.

























