A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou nesta quinta-feira (30), que a operação do Ministério Público de Mato Grosso que teve como alvo o vereador Cezinha Nascimento (União) não atinge a instituição. Segundo ela, eventuais irregularidades devem ser tratadas de forma individual.
“Cada um responde pelo seu CPF”, declarou a parlamentar ao comentar o caso.
A investigação apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas a institutos privados. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 200 mil em dinheiro nas casas do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do vereador Cezinha, que são irmãos.
Paula Calil destacou que o papel do Legislativo se limita à indicação das emendas, enquanto a análise técnica, liberação e execução dos recursos são de responsabilidade do Poder Executivo municipal.
“Cabe à prefeitura fazer toda a avaliação dos projetos e a fiscalização da aplicação do dinheiro público”, explicou.
A presidente também reconheceu que a citação de parlamentares em investigações gera desgaste à imagem do Legislativo, mas defendeu que isso não compromete o funcionamento da Casa. Segundo ela, a atual gestão tem como base a transparência e o respeito aos processos legais.
Ainda de acordo com Paula, a Procuradoria da Câmara foi acionada para acompanhar o caso, mesmo sem notificação oficial, já que o Legislativo não é parte na investigação.
Sobre as suspeitas envolvendo possível pagamento de propina, a presidente afirmou que não compactua com esse tipo de conduta, mas ressaltou que é preciso aguardar a conclusão das apurações.
O caso segue sob investigação do Ministério Público.


























