O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, falou à imprensa cuiabana, na tarde desta sexta-feira (21), sobre a suspensão do Plano Safra 2025 anunciada nessa quinta.
Fávaro explicou que a decisão foi tomada por conta da falta de recursos e que a principal responsabilidade é do Congresso Nacional, por não ter votado o orçamento do ano de 2025. “O orçamento brasileiro, que constitucionalmente deve ser votado pelo Congresso Nacional até o último mês do ano anterior, portanto, dezembro de 2024, não foi votado. E o Plano Safra, como todas as outras políticas públicas, é dependente do orçamento”, disse o ministro.
Carlos Fávaro seguiu detalhando o trabalho feito no Plano Safra e porque a decisão foi tomada neste momento. “Nós tocamos esses dois meses e sabíamos que uma hora acabava. Nós tocamos dois meses só com 1/12 (um doze avos), todas as contratações, mas chegou no limite prudencial. O governo do presidente Lula, o ministro Fernando Haddad, não vai ter qualquer tipo de pedalada fiscal,” declarou.
O que aconteceu
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspendeu temporariamente nesta quinta (20) as linhas de crédito subsidiadas do Plano Safra 2024/2025, com exceção do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), devido à falta de recursos no Orçamento para custear a equalização das taxas de juros.
O que vai acontecer agora
Fávaro ainda disparou contra a Frente Parlamentar Agropecuária, que segundo ele, deveria agir, ao invés de ficar apenas criticando o Governo Federal. “A frente parlamentar da pecuária, que tem por obrigação constitucional dela, defender os produtores rurais brasileiros, deveria estar muito mais que tá fazendo um videozinho em crítica ao governo, em ter votado o orçamento que daí não teríamos a paralisação”, disparou contra os políticos que estão se aproveitando da paralisação para mobilizar as bases nas redes sociais.
O ministro falou também sobre o que o governo pretende fazer agora. “Nós não vamos só ficar fazendo jogo político nessa situação. Nós estamos tomando providência junto com o Tribunal de Contas da União. Precisamos desse aval para que não seja incorrido em qualquer tipo de crime de responsabilidade fiscal. Caso eles concordarem a antecipação de orçamento, então nós vamos antecipar o orçamento para todo o restante do plano de saque até junho, sem nenhum o contingenciamento. O maior plano Safra da história será executado integralidade”, concluiu.






























