A vereadora Michely Alencar confirmou apoio ao nome de Ilde Taques na disputa pela presidência da Câmara Municipal e defendeu a alternância de poder no comando do Legislativo, em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora.
Em entrevista, ao Veja Bem MT, Michely afirmou que fechou apoio a Ilde em um momento em que, segundo ela, ainda não havia outros nomes colocados na disputa. A parlamentar disse que o vereador foi o único a procurá-la diretamente para pedir voto.
“Foi o único candidato que me pediu voto. Me procurou, conversou e construiu esse diálogo”, afirmou.
A vereadora também fez críticas à possibilidade de recondução dentro do mesmo mandato e sinalizou ser contrária a qualquer mudança que abra brecha para reeleição na presidência da Casa.
“Defendo alternância do poder dentro da Câmara. Não sou favorável à mudança”, declarou.
A fala ocorre em meio ao debate sobre a sucessão no comando do Legislativo municipal, que ganhou novos contornos com movimentações internas entre vereadores da base do prefeito Abilio Brunini e discussões jurídicas sobre regras para eventual recondução.
Durante a entrevista, Michely também respondeu sobre possíveis leituras políticas envolvendo o fato de seu marido, Jefferson Neves, ocupar cargo na gestão municipal como secretário. Ela rejeitou qualquer relação entre o posicionamento na eleição da Câmara e a presença do marido no Executivo.
“O nome do meu marido nunca esteve vinculado à minha eleição. Uma coisa é o Executivo, outra coisa é o Legislativo”, afirmou.
Segundo a vereadora, o prefeito pode ter preferências na disputa interna, mas isso não interfere em sua decisão como parlamentar.
A declaração reforça um recado político de independência e também busca afastar a narrativa de alinhamento automático entre a eleição da Mesa Diretora e interesses do Palácio Alencastro.
Com a disputa ainda em fase de articulação, o posicionamento de Michely amplia o peso político da candidatura de Ilde Taques e acrescenta pressão ao debate sobre regras da sucessão na Câmara. Nos bastidores, a eleição para a presidência é tratada como estratégica, por influenciar diretamente a relação entre Legislativo e Executivo nos próximos anos.




























