O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que o governo pode rever contratos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso e garantiu que qualquer decisão será construída em diálogo com os profissionais da área.
A declaração foi dada durante debate da Comissão de Saúde, em meio à preocupação com a demissão de 56 profissionais na Baixada Cuiabana e à possibilidade de desativação de unidades.
Ao afastar qualquer cenário de confronto com a categoria, Pivetta afirmou que não pretende criar embates com os servidores.
“Eu não quero brigar com os servidores do Estado de Mato Grosso. Vou respeitar cada um deles e cumprir com minha obrigação de governante”, declarou.
O governador disse que vai convocar reuniões com representantes do Samu para discutir o modelo atual do serviço e também a relação com a estrutura do Corpo de Bombeiros, buscando evitar sobreposição de funções.
“Nós vamos decidir isso juntos”, afirmou.
Pivetta também admitiu a possibilidade de ajustes nos contratos em vigor.
“A gente pode rever, pode fazer um aditivo, renovar, não tem nenhum problema”, disse.
Segundo ele, o objetivo é garantir eficiência no atendimento sem desperdício de recursos públicos.
Durante a discussão, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), classificou a postura do governador como um avanço no diálogo com a categoria.
“Foi entendido de forma errada o fechamento do Samu, pintando o governador como um monstro que queria essa maldade. Isso não é a realidade”, afirmou Russi.
O parlamentar disse ainda que a reunião entre Pivetta e os servidores representou “uma sinalização bastante positiva” para evitar o enfraquecimento do serviço.
Russi também cobrou do Ministério da Saúde ampliação dos repasses federais para os municípios e defendeu apoio do Estado caso haja expansão do Samu em Mato Grosso.
No debate, Pivetta lembrou que o Estado já destinou R$ 400 milhões ao SUS-Mato Grosso e reforçou compromisso com a manutenção do atendimento de urgência.
A situação do Samu ganhou tensão após demissões e discussões sobre a estrutura do serviço em Cuiabá e na região metropolitana. Com a nova sinalização do governo, a expectativa é que novas reuniões definam os próximos passos.

























