Pantanal sofre com estiagem severa. Este é o tema da reportagem, produzida pelo repórter Matheus Mendes, do SBT Cuiabá, que foi destaque em rede nacional. A matéria, que tem imagens do cinegrafista Daniel Alves, foi exibida, nesta semana, no SBT News – assista no final e leia abaixo o texto do jornalista mato-grossense, que integra a equipe do SBT Comunidade:
Os incêndios já consumiram cerca de 15% por cento do Pantanal, o que era esperado para todo este ano. Dados do MapBiomas mostram que o bioma enfrenta a pior seca dos últimos 44 anos.
“Muitos desses lugares viviam alagados grande parte do ano, portanto seus ciclos naturais dependem da abundância de água. Então, os animais passam a ter dificuldade em encontrar recursos, eles começam a ter sede e se debandar para outros lugares em busca de água e eles vão para locais que já têm populações estabelecidas. Acaba acontecendo um desequilíbrio que não é natural no Pantanal”, alertou o biólogo Gustavo Figueiroa.
Segundo o MapBiomas, desde que se iniciaram os monitoramentos, em 1985, o Pantanal foi o bioma que mais secou no brasil.
De acordo com estudo do MapBiomas, o Pantanal viveu a última grande cheia em 2018, sendo 21% menor que a primeira, registrada em 1988. O solo, que antes era coberto por água, agora se torna um grande combustível para os incêndios que atingem a região.
Pantanal pode desaparecer
Os dados também revelam que desde os anos 1990, em comparação com 2023, as áreas alagadas diminuíram para menos da metade, de 7 milhões de hectares para cerda de 3 milhões. “O pantanal, sim, ele corre risco de desaparecer como a gente conhece porque é um bioma que depende muito da água”, lamentou o biólogo Gustavo.
Uma pousada que fica às margens do rio Pixaim recebe turistas do mundo inteiro, mas a seca afetou alguns atrativos do local. “Ela afeta diretamente o nosso passeio pluvial. A gente costuma fazer um passeio de uma hora, mas com essa seca severa que está, tem que reduzir em 40 minutos porque o tráfego no rio está bem difícil”, disse o gerente de pousada, Elias Estevão.
Para amenizar um pouco os impactos causados pela seca, a Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso perfurou cinco poços artesianos ao logo da transpantaneira. Cada poço tem capacidade para bombear 20 mil litros de água por hora.
































