Advogado Walter Papuano, em entrevista ao SBT Comunidade, nesta quarta-feira (4), expor detalhes sobre os abusos sexuais praticados contra sua cliente em delegacia da Polícia Civil em Sorriso (420 km ao norte).
A defesa alega que a vítima foi presa injustamente e foi estuprada por quatro vezes pelo policial civil Manoel Batista da Silva, 52, entre a noite do dia 8 de dezembro e a manhã seguinte.
Assegura que a vítima foi tirada da cela todas as vezes pelo acusado, que também a conduziu para a realização do exame de corpo de delito.
A mulher foi presa temporariamente pela Justiça no dia 8 e chegou a ser encaminhada para unidade prisional feminina da região.
Contudo, no dia 11 de dezembro, foi colocada em liberdade. No dia seguinte a vítima formalizou a denúncia contra o policial civil, ao procurar a sede do Ministério Público na cidade, registrando seu depoimento que foi gravado em vídeo.
Denúncia foi encaminhada em sigilo à Polícia Civil que determinou a abertura de investigação policial, que culminou com a decretação da ordem de prisão do policial civil, cumprida na manhã do último domingo (1).
Na versão apresentada pelo advogado, a mulher foi retirada da cela em quatro ocasiões pelo abusador e levada para uma outra sala vazia da unidade policial onde foi estuprada e ameaçada por ele.
Conforme a denunciante a ordem era para que a mulher ficasse em silêncio, caso contrário o agressor ameaçou matar a filha dela.
Papuano assegura que acompanhou o depoimento da vítima que estava com o marido e em seguida a acompanhou para a realização de exames periciais, que teriam posteriormente confirmando a presença de material genético do policial acusado no corpo da ex-detenta.
Além de pedir a responsabilização do policial pelos seus atos, o advogado cita a necessidade de haver nas delegacias uma policial feminina que atue em todos os procedimentos envolvendo as mulheres presas, afastando o risco deste tipo de ataque.
O investigador Manoel Batista foi preso em casa, no domingo e teve aprendida sua arma, munição e distintivos.
O policial ingressou nos quadros da Polícia Civil em 2001, e está na categoria de classe especial, aos 25 anos de carreira e salário de R$ 22 mil.
Inquérito policial está em curso e a corregedoria acompanha o caso.

























