A janela partidária provocou mudanças no tabuleiro político em Mato Grosso e alterou a composição das bancadas na Assembleia Legislativa. Ao todo, 11 deputados estaduais trocaram de partido durante o período permitido pela legislação eleitoral, em movimento que impactou diretamente a correlação de forças para 2026.
A regra, válida para deputados estaduais e federais em ano eleitoral, permite a mudança de sigla sem risco de perda de mandato e é usada para articulações, formação de chapas e reposicionamento político. Mas, além da estratégia eleitoral, divergências internas e afinidade ideológica também pesam nas decisões.
Entre as mudanças, Max Russi, Beto Dois a Um e Fábio Tardin deixaram o PSB e migraram para o Podemos. Doutor Eugênio e Paulo Araújo foram para o Republicanos. Chico Guarnieri e Juca do Guaraná se filiaram ao PSDB. Eduardo Botelho trocou o União Brasil pelo MDB. Eliseu Nascimento foi para o Novo e Faissal Calil migrou para o PL.
Com isso, o Republicanos passou a ser a maior bancada da Assembleia, com cinco deputados. O MDB manteve quatro cadeiras. União Brasil caiu para três. PSDB e Podemos, que tinham pouca ou nenhuma representatividade, passaram a contar com três parlamentares cada. Já Cidadania, PRD, PSB e Progressistas ficaram sem representantes no Parlamento estadual.
Em entrevista ao SBT Comunidade, o analista político João Edisom afirmou que a janela partidária não representa apenas troca de siglas, mas uma reorganização estratégica de poder. Segundo ele, o movimento antecipa alianças, fortalece blocos e pode influenciar diretamente a disputa eleitoral do próximo ano.
As mudanças ocorreram entre 5 de março e 3 de abril, dentro do prazo legal de 30 dias, e já reposicionam forças políticas para a montagem dos palanques de 2026.




























