O deputado federal e pré-candidato à reeleição Rodrigo da Zaeli (PL) voltou a defender a desburocratização dos processos para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) e afirmou que o governo federal tem tratado cidadãos que cumprem a legislação como suspeitos.
Em entrevista na manhã desta sexta-feira (9) ao Jornal Verde, da Rádio Verde FM, o parlamentar criticou a demora na análise de processos pela Polícia Federal e disse que o Estado precisa garantir um serviço público eficiente para quem busca exercer um direito previsto na legislação.
Segundo Zaeli, sua defesa não está relacionada à flexibilização indiscriminada do acesso às armas, mas ao cumprimento das normas já existentes. O deputado lembrou que a aquisição legal de armamento exige uma série de requisitos, como aprovação em exame psicológico, curso de manuseio e autorização dos órgãos competentes.
“Se existe esse serviço, ele precisa funcionar como qualquer outro serviço público. Quem cumpre todas as exigências da lei tem o direito de receber um atendimento eficiente e dentro dos prazos”, afirmou.
O parlamentar criticou o que classificou como excesso de burocracia nos processos envolvendo os CACs. Para ele, a morosidade acaba sendo utilizada como forma de desestimular a prática do tiro esportivo e a posse legal de armas.
Zaeli também rebateu críticas de que sua atuação representaria uma retomada da pauta armamentista. Segundo ele, o debate precisa separar o cidadão que segue a legislação do criminoso que utiliza armamento ilegal.
“O governo acha que quem tem uma arma em casa ou pratica tiro esportivo é bandido. Mas as armas usadas pelo crime organizado são, em sua maioria, armas contrabandeadas e ilegais”, declarou.
Questionado sobre o risco de armas registradas serem desviadas para o crime, o deputado reconheceu que casos podem ocorrer, mas defendeu que se tratam de exceções. Ele citou levantamento consultado durante seu mandato segundo o qual menos de 2% das armas apreendidas no Estado de São Paulo seriam armas regularmente registradas, percentual que inclui armamentos pertencentes a policiais e CACs furtados ou roubados.
Para Zaeli, os dados demonstram que o foco das políticas de segurança deve estar no combate ao tráfico de armas e às organizações criminosas.
“Quem quer cometer um crime não procura se legalizar para isso. Ele busca uma arma ilegal, normalmente contrabandeada. Precisamos combater quem abastece o crime, e não dificultar a vida de quem está cumprindo a lei”, disse.
Por fim, o deputado reafirmou que continuará defendendo a categoria dos CACs na Câmara dos Deputados e que sua atuação busca assegurar o cumprimento da legislação vigente, garantindo segurança jurídica aos cidadãos que optam por possuir arma de fogo dentro dos critérios estabelecidos pela legislação brasileira.



























