Cerca de 30 profissionais de saúde de hospitais públicos, particulares e filantrópicos participaram, de segunda a quarta-feira (14 a 16.9), de uma capacitação sobre identificação de potenciais doadores e os procedimentos para a doação de órgãos e tecidos para transplantes. O curso foi realizado pela Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), para formação das Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes (e-DOT).
Foram capacitados assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeuta, gerente assistencial, médicos e psicólogos do Amecor, Hospital Estadual Santa Casa, Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital Metropolitano, Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), Hospital São Mateus e Hospital H-Bento.
A capacitação teve 20 horas de duração e abordou a identificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos, além dos procedimentos para atuação das equipes hospitalares no processo de doação e transplante.
As equipes e-DOT atuam na identificação de potenciais doadores nos hospitais, na comunicação dos casos à Central Estadual de Transplantes e no acompanhamento dos exames necessários para confirmar ou descartar a possibilidade de doação. Também cabe aos profissionais orientar e prestar apoio aos familiares durante o processo.
Conforme a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, o curso de e-DOT capacita os multiprofissionais que atuam dentro do hospital para que o diagnóstico de morte encefálica seja feito com segurança, transparência e de acordo com a legislação e as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM).
“Assim como médicos e enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos precisam estar aptos a proporcionar um melhor acolhimento no hospital na hora de conversar com a família do potencial doador. Com isso, a capacitação vai facilitar o trabalho de conscientização e diminuir as negativas de familiares para que a captação possa ser realizada”, afirmou.
A doação também precisa ser feita com celeridade devido ao prazo máximo para utilização de cada órgão no receptor após a sua retirada.
“A partir do momento que o paciente está com suspeita de morte encefálica, o hospital entra em contato com a Central Estadual de Transplantes para notificar o caso e realiza todos os testes necessários para comprovar que não há reflexo cerebral. Se confirmado o diagnóstico, a equipe médica informa aos parentes. Só depois disso, os profissionais da e-DOT conversam com os familiares e verificam a possibilidade da doação de órgãos”, acrescentou. A capacitação abordou aspectos da legislação sobre doação e transplantes, o funcionamento das equipes e-DOT, as diretrizes para sua implantação e a identificação de potenciais doadores em casos de morte encefálica ou parada circulatória.
Também foram tratados os cuidados com potenciais doadores, o fluxo e o registro de documentos, a organização hospitalar para a retirada de órgãos e as atribuições das equipes. O conteúdo incluiu ainda uma atividade prática de entrevista com familiares sobre a possibilidade de doação de órgãos e tecidos.
Na próxima semana, de segunda a quarta-feira (21 a 23.9), mais 30 profissionais serão capacitados para formação das Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes (e-DOT).
Neste sábado, a CET vai promover uma capacitação, no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), exclusiva para médicos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e demais unidades de cuidados intensivos.
Setembro Verde tem palestras, panfletagem e caminhada
A programação do Setembro Verde inclui atividades de informação sobre doação de órgãos e tecidos, como distribuição de materiais, rodas de conversa com estudantes, palestras em unidades de saúde e escolas, entre outras ações.
No domingo (27), está prevista a 4ª Caminhada Verde, no Parque das Águas, em Cuiabá. A atividade integra a programação do Setembro Verde, período dedicado à divulgação de informações sobre doação de órgãos e tecidos.

























