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ELEIÇÕES 2026

Em novo vídeo, delegada ‘ficha’ suplente de Janaina e cita elo com o PCC

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A delegada aposentada Ana Cristina Feldner publicou, no início da tarde desta quarta-feira (16), o segundo vídeo em que critica a candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) após ser retirada da 1ª suplência da chapa. Desta vez, Feldner concentrou as críticas na escolha do novo primeiro suplente e questionou os critérios utilizados para substituí-la. Segundo a delegada, ela tomou conhecimento da mudança pela imprensa e afirma que seu lugar foi ocupado pelo empresário Danilo Trento.

“Não se trata da substituição da mulher por um homem, mas também da substituição de alguém que combateu a corrupção, que combateu o crime e colocado alguém com crime de repercussão nacional. Agora fica aí a pergunta. Qual o critério de escolha?”, declarou.

No vídeo, ao falar sobre Trento, a delegada cita supostas investigações e a participação de empresas ligadas a ele em diferentes comissões parlamentares de inquérito. Entre os casos mencionados por Feldner estão a CPI da pandemia, a CPI do INSS e a CPI do crime organizado.

Sobre a CPI da pandemia, ela afirmou que empresas relacionadas ao empresário apareceram nas apurações e citou três acusações apontadas no relatório: “fraude no contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa”.

A delegada também mencionou a CPI do INSS e afirmou que Trento voltou a ser investigado. Segundo ela, nesse caso, são citados os crimes de “lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa”.

Feldner ainda citou uma empresa chamada T5, afirmando que o negócio teria começado como uma hamburgueria, com capital social de R$ 20 mil, e posteriormente passado a ter capital social de R$ 1 milhão após a entrada de Trento. Ela questionou ainda a atividade registrada da empresa, descrita no vídeo como intermediação de negócios e serviços.

A delegada também afirmou que empresas relacionadas ao empresário aparecem na CPI do crime organizado e citou supostas relações com empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em contraponto, Feldner relembrou sua trajetória na Polícia Civil e no combate ao crime organizado. Ela afirmou ter trabalhado por mais de duas décadas na área e destacou sua atuação na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

“Foram mais de duas décadas combatendo o crime”, disse. Ela também declarou que nunca foi investigada ou acusada de corrupção e que nenhuma de suas investigações teria sido anulada.

No encerramento, Ana Cristina elevou o tom das críticas e afirmou que o rompimento ultrapassa a questão da suplência.

“A candidata, Janaina Riva, não me representa como mulher. E a família Riva não me representa no combate à corrupção”, afirmou.

A declaração dá continuidade ao embate iniciado no primeiro vídeo, quando Feldner afirmou ter se sentido desrespeitada como mulher e questionou se poderia ter sido vítima de violência política de gênero. Agora, ela direciona o foco para a composição da chapa e para a escolha do novo suplente.

No fim do vídeo, Feldner ainda faz referência à “padaria” utilizada como metáfora no primeiro pronunciamento e afirma que os ingredientes relacionados à defesa das mulheres e ao combate à corrupção não estariam presentes na chapa.

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