O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, voltou a cobrar providências da Prefeitura de Cuiabá em relação às condições da Creche Municipal José Nicolau Pinto. Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (31), o presidente afirmou que passou 78 dias da primeira vistoria realizada no local, a unidade continua apresentando os mesmos problemas estruturais, apesar da promessa de mudanças.
A primeira vistoria ocorreu no dia 13 de maio e revelou uma série de irregularidades consideradas graves. Na ocasião, Sérgio Ricardo encontrou fios elétricos expostos, infiltrações, ferragens enferrujadas, banheiros inadequados para crianças de 1 a 3 anos, resíduos de cigarro, cacos de vidro em áreas de circulação dos alunos e até a presença de animais peçonhentos.
Diante da situação, o conselheiro classificou o cenário como inadmissível e determinou a abertura de uma representação interna no Tribunal de Contas para apurar o contrato de aluguel do imóvel, utilizado pela Prefeitura de Cuiabá há cerca de 14 anos. Segundo ele, o município desembolsa aproximadamente R$ 17 mil por mês pela locação da unidade.
No vídeo divulgado nesta sexta-feira, Sérgio voltou a criticar as condições da creche e afirmou que a falta de providências coloca em risco a segurança das crianças.
“É inadmissível tratar as crianças de Cuiabá da forma como estão sendo tratadas nesta creche. Aqui há risco: portas de vidro, ferro enferrujado. As crianças vão e vêm e têm acesso a tudo isso. Aqui é lixo puro, é falta de atenção. Isso aqui parece uma casa abandonada. Deve ter um anjo segurando cada criança no colo. Nós temos um quadro de abandono de gente”, disparou.
Na legenda da publicação, o presidente do TCE ressaltou que, apesar das cobranças feitas ao município após a primeira vistoria, nenhuma melhoria foi constatada durante a nova fiscalização.
“Há 78 dias vistoriei a Creche Municipal José Nicolau Pinto, em Cuiabá, e encontrei uma situação desumana. A creche mais parecia um imóvel abandonado, com problemas estruturais na rede elétrica, banheiros sem porta, cacos de vidro, bitucas de cigarro e até caramujos que causam doenças e colocam em risco crianças de 1 a 3 anos, além dos profissionais da educação. Cobramos uma ação urgente da prefeitura, que prometeu uma mudança para um novo local. Hoje, nada mudou”, afirmou Sérgio.
O conselheiro também afirmou que tem recebido, nos últimos dias, diversas denúncias enviadas por mães dos alunos por meio das redes sociais. Segundo ele, as mensagens relatam que a situação permanece a mesma e questionam o motivo de a Prefeitura ainda não ter cumprido a promessa de transferir a unidade para um espaço adequado.
“Nos últimos dias, tenho recebido denúncias por mensagens aqui no meu Instagram de várias mães de que até hoje a situação permanece a mesma. Os relatos indagam: “porque o prefeito não cumpre o que promete, ainda mais quando estamos falando de crianças?”, concluiu.

























