Seis meses após iniciar os atendimentos, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso alcançou sua capacidade plena de operação, com os 287 leitos em funcionamento e todas as 12 especialidades cirúrgicas previstas já disponíveis aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade consolidou-se como uma das principais referências estaduais em atendimento de alta complexidade.
Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o hospital do Governo do Estado começou a atender no dia 19 de janeiro. Desde então, os serviços foram implantados de forma gradual, seguindo um planejamento estruturado.
“Alcançar a operação plena do Hospital Central representa a concretização de um compromisso do Governo de Mato Grosso com a saúde pública. Hoje, a população conta com uma estrutura moderna, equipada com tecnologia de ponta e preparada para oferecer atendimento de alta complexidade pelo SUS, ampliando o acesso a procedimentos especializados e reduzindo a necessidade de encaminhamento de pacientes para outros estados”, avalia o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
A implantação começou pelos atendimentos ambulatoriais e de medicina diagnóstica. Em fevereiro, a unidade já realizava procedimentos cirúrgicos, incluindo a primeira cirurgia robótica feita pelo SUS em Mato Grosso. Desde então, foram realizadas 36 cirurgias com suporte robótico nas áreas de urologia, ginecologia e pediatria.
“O desafio foi colocar em funcionamento, em poucos meses, uma das maiores estruturas hospitalares públicas de Mato Grosso, com serviços altamente especializados e tecnologia de ponta. A experiência de 25 anos do Einstein na gestão de unidades do SUS foi fundamental para conduzir esse processo com segurança, qualidade e foco no paciente. Hoje, entregamos à população mato-grossense um hospital preparado para atender casos de alta complexidade em diversas especialidades”, afirma Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central.
Outro marco foi a realização da primeira cirurgia robótica pediátrica da rede pública no Estado, ampliando o acesso da população a procedimentos altamente especializados, antes disponíveis em poucos centros do país.
“Além de incorporarmos a cirurgia robótica à rotina assistencial, realizamos procedimentos inéditos para a saúde pública mato-grossense. Isso demonstra a capacidade do Hospital Central de oferecer tratamentos de alta complexidade com tecnologia avançada e equipes especializadas”, destaca Bokor.
Os 287 leitos da unidade estão distribuídos entre 191 de enfermaria e 96 destinados aos cuidados intensivos. Desse total, 60 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), divididos entre 30 adultos e 30 pediátricos. Os outros 36 leitos são de Unidade de Cuidado Intermediário (UCI), sendo 18 adultos e 18 pediátricos. As enfermarias contam com 140 leitos adultos e 51 pediátricos.
O centro cirúrgico possui dez salas, incluindo uma dedicada à cirurgia robótica e outra destinada à hemodinâmica, especializada em procedimentos minimamente invasivos. A unidade dispõe ainda de uma segunda sala de hemodinâmica integrada ao setor de medicina diagnóstica.
Com a ativação de todas as especialidades previstas, o Hospital Central passa a oferecer atendimento em cirurgia pediátrica, urologia, ortopedia, cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia vascular, cardiovascular, torácica, mastologia, cirurgia oncológica e neurocirurgia.
O setor de medicina diagnóstica do Hospital Central conta com equipamentos de ressonância magnética, tomografia, raio-X, endoscopia, broncoscopia e ultrassonografia. Os exames laboratoriais são realizados na unidade desde o início da operação e, até o final de agosto, o hospital também passará a oferecer mamografias.
Neste mês, entrou em funcionamento a linha de cuidado dedicada ao acidente vascular cerebral (AVC), responsável pelo atendimento de urgência e realização de procedimentos especializados. Em agosto, o hospital iniciará também a linha de neurotrauma, ampliando ainda mais sua capacidade de atendimento a casos complexos.
Devido ao perfil assistencial da unidade, o Hospital Central atende exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).



























