Secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, afirmou nesta quarta-feira (22), durante reunião na Assembleia Legislativa, que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, não será extinto em Mato Grosso.
“O Samu não vai acabar”, declarou o secretário ao tentar afastar temores sobre o futuro do serviço, em meio ao debate sobre a atuação conjunta com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.
Segundo o secretário não há espaço, neste momento, para disputa institucional.
“Neste olhar, nós estamos muito convictos da melhora do processo, e posso garantir que a contaminação que houve em outros momentos em relação à questão de vaidade de ‘o Samu é meu’ ou ‘vamos acabar com o Samu’ não existe nesta etapa. É uma cooperação muito bem feita, escrita, madura neste aspecto e já tem os resultados para mostrar, ainda preliminar, porque existe planejamento desses resultados serem bem melhores até o ano que vem, em relação às unidades do Samu, e todo esse respaldo que tem para ampliar esse resultado para todo o Estado”, disse o secretário.
Durante a reunião, servidores e parlamentares criticaram a redução da estrutura do serviço. Representantes do Samu apontaram queda no número de unidades em funcionamento e cobraram a renovação dos contratos de 56 profissionais desligados.

Ao fim do encontro, ficou definido um novo debate na próxima semana com representante do Ministério da Saúde.
Entre os encaminhamentos estão a discussão sobre as cinco unidades fora de operação, a situação dos 56 servidores desligados e a convocação de aprovados em concurso.

Parceria entre Bombeiros e Samu aumenta atendimentos em 55%; ambulâncias chegam mais rápido
A ampliação da área de cobertura dos serviços pré-hospitalares em Mato Grosso, após a integração entre o Corpo de Bombeiros Militar e o Samu, em junho de 2025, aumentou o número de atendimentos e garantiu que as ambulâncias cheguem mais rápido a quem mais precisa.
No primeiro trimestre de 2025, foram atendidas 5.578 ocorrências médicas. No mesmo período de 2026, o número subiu para 8.692 atendimentos. O crescimento é resultado direto da integração entre as instituições, que ampliou o número de equipes disponíveis nas ruas e, consequentemente, a capacidade de atendimento à população.
A parceria entre as instituições ocorre por meio do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar.

Na prática, as equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros atuam de forma integrada e compartilham a mesma central de regulação, que funciona na estrutura do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Com isso, os chamados de urgência e emergência médica são direcionados para a equipe mais próxima.
A regulação conjunta também reduziu o tempo de espera pelo atendimento em 31%. Antes, a população da Baixada Cuiabana aguardava, em média, 25 minutos por uma ambulância. Com a parceria, o tempo-resposta caiu para 17 minutos, diminuindo o intervalo entre o chamado e a chegada das equipes.
De acordo com o secretário, a melhoria no tempo de atendimento é resultado do aumento no número de profissionais. Antes, a região contava com 12 equipes. Com a parceria, esse número passou para 25.
Desde a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, o Corpo de Bombeiros contratou mais de 200 profissionais, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e auxiliares, para reforçar as equipes. Os militares que atuam no atendimento pré-hospitalar também possuem formação na área da saúde, e a criação das novas equipes não comprometeu os demais serviços da instituição.




















