Os depoimentos da ex-esposa e da ex-enteada do servidor público Valdivino Almeida Fidelis mudaram o rumo das investigações sobre a ação da Polícia Militar que terminou na morte dele, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.
A Polícia Civil passou a questionar pontos centrais da versão apresentada inicialmente pelos militares. Laudos periciais, relatos das testemunhas e a análise da cena do crime levantaram suspeitas de alteração no local da ocorrência, retirada da arma e disparos pelas costas.
Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, testemunhas afirmaram que Valdivino não segurava a arma no momento em que foi baleado. A ex-enteada relatou que ele abriu a porta da residência com um celular em uma mão e a chave na outra, enquanto liberava a saída dela da casa.
A perícia preliminar apontou que o servidor foi atingido por tiros nas costas e também na cabeça.
Outro ponto investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa é a preservação da cena do crime. A Polícia Civil apura informações de que, mesmo após a morte, Valdivino teria sido algemado. Os investigadores também analisam uma possível alteração na posição do corpo e o desaparecimento da arma que estaria com ele durante a ocorrência.
Em depoimento, a ex-esposa e a ex-enteada afirmaram que Valdivino apresentava comportamentos diferentes dentro e fora de casa. Segundo elas, com amigos, colegas e alunos ele mantinha uma postura tranquila, mas, no ambiente familiar, seria agressivo, controlador e não aceitava o fim do relacionamento.
Os policiais militares envolvidos na ocorrência ainda serão ouvidos pela Polícia Civil. Os depoimentos devem ajudar a esclarecer a dinâmica da abordagem e definir os próximos passos do inquérito.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso acompanha as investigações.
Ao final da reportagem, acompanhe a entrevista ao vivo do delegado Bruno Abreu com detalhes da investigação.



























