Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
VEJA VÍDEO

Max Russi busca alternativas para proteger famílias em risco de despejo em Cuiabá

Rodrigo Prates
Rodrigo Prates

publicidade

Mais de 1.500 famílias dos bairros Paraisópolis e Silvanópolis, em Cuiabá, podem ter sua moradia ameaçada por uma decisão judicial. Diante disso, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), anunciou que vai articular uma reunião com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para buscar soluções que garantam segurança habitacional e regularização fundiária.

Durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (14), no Plenário Renê Barbour, Russi reforçou a necessidade de diálogo entre os órgãos públicos e moradores para evitar que famílias com longa trajetória na região sejam desalojadas. O evento, solicitado pela vereadora Katiuscia Mantelli (Podemos), reuniu cerca de 500 pessoas, incluindo representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Intermat, Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado.

A discussão se concentrou na ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos sobre a área conhecida como Águas Nascentes, cuja decisão judicial determina estudos para a eventual desocupação de áreas de risco.

Russi destacou que a prioridade é proteger os moradores, oferecendo alternativas seguras de moradia, sem desrespeitar as normas ambientais:
“Temos de encontrar soluções que respeitem o meio ambiente e, ao mesmo tempo, assegurem que famílias que moram aqui há décadas possam permanecer com dignidade”, afirmou.

O deputado garantiu que a Assembleia seguirá atuando por meio da Procuradoria da Casa e da Comissão de Soluções Fundiárias, reunindo todos os órgãos competentes para buscar um desfecho definitivo.

A vereadora Katiuscia Mantelli afirmou que o encontro foi essencial para reduzir a sensação de insegurança entre os moradores.
“É preciso dar respostas claras. Muitas famílias ainda não sabem se precisarão se mudar ou quais áreas estarão afetadas. O diálogo é fundamental”, disse.

Estudos, TAC e reassentamento

O prefeito Abilio Brunini (PL) informou que o município pretende firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Governo do Estado, incluindo medidas mitigatórias, estudos ambientais e programas habitacionais. Segundo ele, áreas próximas a córregos e barrancos deverão ser reassentadas conforme os estudos técnicos.

O promotor Carlos Eduardo Silva reforçou a importância de equilibrar a preservação ambiental com a proteção das famílias:
“Precisamos conciliar o respeito ao meio ambiente com a realidade de quem vive na região, buscando a solução menos impactante possível.”

A defensora pública Aline Carvalho Coelho acrescentou que o foco do processo é ambiental e não contra os moradores, e destacou a necessidade de estudos atualizados sobre impacto ambiental e ocupação do solo.

O presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza, disse que a decisão judicial pegou a comunidade de surpresa, defendendo que apenas áreas de preservação permanente sejam desocupadas.
“Temos crianças, idosos e pessoas com deficiência vivendo aqui há mais de 20 anos. É preciso garantir justiça e dignidade para essas famílias”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

publicidade

publicidade

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x