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SAÚDE | Bruno Cambraia

Atividade física avança no Brasil, mas emagrecimento exige acompanhamento médico

Daniel Alves | SBT Cuiabá

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Antes mesmo do amanhecer, o Parque das Águas, em Cuiabá, já recebe dezenas de pessoas que aproveitam o início do dia para caminhar, correr ou pedalar em busca de mais qualidade de vida.

O aumento da prática de atividades físicas vai além da percepção de quem frequenta os parques. Dados nacionais mostram que, em 2009, cerca de 30% da população brasileira praticava exercícios regularmente. Em 2026, esse índice chegou a 43,3%.

O crescimento da procura por hábitos mais saudáveis também tem refletido nos consultórios médicos. Segundo o médico Bruno Cambraia de Oliveira, o emagrecimento deve ser encarado como uma questão de saúde e precisa ser acompanhado por profissionais.

“A obesidade causa uma inflamação silenciosa no organismo. Essa inflamação altera outros órgãos, aumenta a formação de placas nas artérias e eleva o risco de doenças cardiovasculares”, explica.

Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras passaram a integrar o tratamento de muitos pacientes. Para o médico, os medicamentos representam um importante avanço, mas não substituem a mudança de hábitos.

“Hoje existem medicações que ajudam no controle da fome e facilitam o processo de emagrecimento. Mas elas não fazem milagre”, afirma.

Bruno destaca que, antes de iniciar qualquer tratamento, é indispensável uma avaliação clínica completa, com exames laboratoriais para identificar possíveis alterações no organismo.

“Sempre é importante avaliar o perfil do paciente, fazer exames antes de iniciar o tratamento e ajustar tudo o que precisa ser ajustado durante o processo de emagrecimento”, ressalta.

De acordo com o especialista, durante a perda de peso é comum ocorrer redução de vitaminas, minerais e alterações hormonais, fatores que podem dificultar os resultados caso não sejam acompanhados.

“Toda a parte hormonal influencia no funcionamento do organismo. Quando há alterações hormonais, o paciente pode sentir mais cansaço, ter dificuldade para perder gordura e apresentar uma resposta menor ao tratamento”, explica.

Para o médico, o sucesso do emagrecimento depende da combinação entre atividade física, alimentação equilibrada, acompanhamento médico e, quando indicado, uso correto de medicamentos.

“O tratamento precisa ser individualizado. Cada paciente tem uma necessidade diferente e o objetivo é promover saúde, não apenas reduzir números na balança”, conclui.

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