O novo diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE), Rogério de França Martins, assumiu o comando da autarquia com a promessa de enfrentar um dos principais problemas da cidade: o abastecimento de água.
A nomeação marca a saída do Legislativo para encarar o que ele próprio definiu como o maior desafio da sua trajetória pública. Em entrevista ao jornalista Leandro Trindade, durante agenda em Várzea Grande, Rogério afirmou que aceitou o convite da prefeita Flávia Moretti diante da gravidade da situação.
“É o maior desafio da minha vida. A gente sabe das dificuldades do DAE, mas precisava aceitar para tentar fazer a diferença e amenizar o sofrimento da população”, disse.
Segundo ele, a escolha pelo seu nome ocorreu após um primeiro convite feito a um servidor de carreira, que não aceitou a função. A partir disso, a prefeita buscou alguém com articulação política para aproximar Câmara e Prefeitura na construção de soluções mais rápidas.
Combate a perdas e resposta mais rápida
À frente do DAE, Rogério Martins afirma que a prioridade imediata será reduzir perdas no sistema, principalmente com o combate a vazamentos — apontados como um dos principais gargalos.
“Hoje a perda é muito grande. A prioridade é atuar nesses vazamentos e melhorar o atendimento à população”, destacou.
Outra medida anunciada é a descentralização das equipes de manutenção. Atualmente, grande parte das operações está concentrada em uma única estação, o que, segundo ele, compromete a agilidade.
A proposta é criar frentes de trabalho distribuídas pela cidade para acelerar o atendimento, principalmente em casos emergenciais.
Falta de equipamentos e plano de reserva
Um dos problemas recorrentes, segundo o novo presidente, é o tempo elevado para consertos de bombas, que pode chegar a vários dias. Para reduzir esse impacto, a gestão pretende criar um sistema de equipamentos reserva.
“A gente precisa ter bombas reservas. Se uma queimar, já substituímos imediatamente, enquanto a outra passa por manutenção”, explicou.
Investimentos e novos reservatórios
O presidente também destacou obras em andamento que devem ampliar a capacidade de armazenamento e reduzir a intermitência no abastecimento. Entre elas, estão quatro novos reservatórios com capacidade de milhões de litros, distribuídos em diferentes regiões da cidade.
A expectativa é que, com essas estruturas, o fornecimento de água se torne mais regular, diminuindo o tempo em que bairros ficam desabastecidos.
Desafio político e técnico
Com histórico recente no Legislativo, Rogério aposta na articulação política como aliada para destravar ações dentro do DAE. Ele afirma que pretende unir esforços entre Câmara e Prefeitura para garantir mais agilidade nas decisões.
“Podem esperar muito trabalho e dedicação. Sabemos da responsabilidade e vamos buscar resultados”, afirmou.
A nova gestão assume em meio a cobranças históricas da população por melhorias no abastecimento em Várzea Grande, um dos problemas mais sensíveis enfrentados pela administração municipal.



























