A vereadora por Cuiabá e candidata a deputada estadual Michelly Alencar (União Brasil) usou a tribuna da Câmara Municipal, nesta terça-feira (15), para defender que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja submetido às mesmas regras e mecanismos de investigação aplicados a qualquer cidadão ou autoridade pública.
A manifestação ocorreu no dia em que o Supremo analisa a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Moraes diante dos elementos que vieram a público sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Quem está acostumado a investigar, mandar prender e julgar também precisa aceitar ser investigado”, afirmou Michelly logo no início do pronunciamento.
A parlamentar ressaltou que a defesa de uma investigação não significa antecipar uma eventual condenação do ministro. Segundo ela, as informações que vieram a público precisam ser esclarecidas para que não fique a impressão de que integrantes das mais altas instâncias do Poder Judiciário recebem tratamento diferente quando são alvo de questionamentos.
“Não estou aqui antecipando condenação. Estou defendendo investigação, transparência e igualdade perante a lei. Quem cobra o cumprimento da lei também precisa estar submetido a ela. Quem julga também pode ser investigado”, declarou.
Michelly também citou as mensagens e os encontros atribuídos a Moraes e Vorcaro e afirmou que os fatos precisam ser devidamente esclarecidos pelas instituições competentes.
Para a vereadora, a discussão ultrapassa a situação individual do ministro e coloca em debate a própria credibilidade das instituições brasileiras.
“A lei não pode ser dura para alguns e flexível para outros. O Supremo tem diante de si a oportunidade de mostrar ao Brasil que não existem intocáveis”, disse.
Ao finalizar o discurso, Michelly defendeu que qualquer apuração respeite o direito de defesa, mas reforçou que cargos e posições de poder não podem impedir uma investigação.
“Que se investigue. Que se esclareça. Que seja garantido o direito de defesa. E, ao final, que os fatos falem por si. Porque acima de qualquer autoridade, de qualquer cargo e de qualquer poder, precisa estar a lei”, concluiu.























