A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Extensão, em Sinop, para cumprir dois mandados de busca e apreensão contra investigados por integrarem uma facção criminosa que atua na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados. A medida tem como objetivo impedir a movimentação de recursos que, segundo as investigações, podem estar ligados às atividades criminosas.
Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), de Cuiabá. Os investigados respondem por suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A ação contou com o apoio da Draco de Sinop e teve como principal alvo L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado pela Polícia Civil como integrante da facção criminosa na região.
Influência mesmo preso
As investigações começaram em 2024, após a transferência do principal investigado para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Conforme a Polícia Civil, mesmo custodiado em unidade federal, ele continuaria exercendo influência sobre a organização criminosa.
Segundo as apurações, os investigados cumpriam funções estratégicas dentro da facção, executando ordens da liderança, distribuindo valores provenientes de atividades ilícitas e coordenando ações voltadas à manutenção e ao fortalecimento do grupo.
A investigação também identificou uma estrutura composta por operadores financeiros, responsáveis por movimentar recursos, prestar suporte logístico, habilitar linhas telefônicas, ocultar patrimônio e utilizar terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Objetivo da operação
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscam apreender celulares, documentos, mídias e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações, além de identificar novos integrantes da organização criminosa e reforçar as provas já reunidas.
De acordo com a Polícia Civil, o nome Operação Extensão faz referência à estratégia utilizada pela facção para manter a atuação da liderança mesmo após sua prisão, por meio de integrantes e intermediários responsáveis por executar suas determinações e ampliar sua influência na região.
A Operação Extensão integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.


























