A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ouviu nesta quarta-feira (13), a jovem que estava dentro da casa com o servidor público Valdivino Almeida Fidélis, morto durante uma intervenção da Polícia Militar no bairro Goiabeiras, em Cuiabá. Agora, os policiais envolvidos na ocorrência também devem prestar depoimento.
A expectativa da investigação é esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam os disparos feitos pelos militares.
O delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, classificou a ocorrência como “delicada” e afirmou que os depoimentos devem ajudar a confirmar ou descartar as versões apresentadas até agora.
“Esse caso é delicado, mas teremos oitivas que vão esclarecer e confirmar ou não o que foi relatado”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada após denúncias de que uma jovem estaria sendo mantida em cárcere privado dentro da residência. Ainda conforme os policiais, Valdivino estaria armado e teria apontado a arma em direção aos militares durante a abordagem, momento em que foi baleado.
Familiares contestam essa versão. Eles afirmam que o servidor enfrentava um quadro de depressão após o fim de um relacionamento de mais de 20 anos e negam que ele estivesse ameaçando a jovem ou reagindo contra os policiais.
Agora, a Polícia Civil trabalha para reconstruir toda a dinâmica da ocorrência. Além dos depoimentos da jovem, dos militares, familiares e testemunhas, investigadores também analisam imagens feitas no local e vídeos gravados antes da morte do servidor.
A DHPP aguarda ainda os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que devem apontar detalhes como trajetória dos disparos, posição da arma e outros elementos técnicos importantes para definir se houve legítima defesa ou excesso na intervenção policial.
Em casos de morte durante ação policial, o procedimento prevê abertura de inquérito, coleta de provas, perícias e oitivas de todos os envolvidos.
Valdivino trabalhava há mais de dez anos na Escola Estadual Liceu Cuiabano. A instituição divulgou nota lamentando a morte do servidor, que era conhecido entre os alunos pelo apelido de “pai”.





























